Terça-feira, 24.01.17

O endividamento também tem a ver com a vida das pessoas e com a sociedade burguesa conforme está organizada.

- pessoas que frequentam bares diariamente/semanalmente
- vão a espectáculos culturais, musicais,  futebois com preços caros.
- pessoas que frequentam centros comerciais e gastam dinheiro em coisas que não necessitam.
- pessoas que compram roupas caras e de marca.

-pessoas que passam fins-de semana e férias fora com muita regularidade

-pessoas que utilizam o cartão de crédito

etc, etc.

As pessoas que ganham salários médios e altos são os mais atingidos pelo endividamento.

Frequentem a feira da Brandoa ao domingo para combater o endividamento.

 



publicado por uon às 10:47 | link do post

Segunda-feira, 23.01.17

PSD é partido com mais adesões que PS, CDS e Bloco de Esquerda juntos desde 2015.

São militantes de cartão que nada fazem.Só votam.

Os partidos perderam todos as suas identidades.
Já não colam cartazes, por que tem muito dinheiro para pôr empresas a colar ou a empastar grandes blocos publicitários.
No fundo hoje o militante não tem grande função nos partidos.
Só serve para fazer monte nos comícios e manifestações de rua nas pré e campanhas eleitorais.
Dantes o militante servia para introduzir a política do partido com os colegas de trabalho e pessoas em geral.
Hoje o militante não faz política e nem percebe nada de política tornou-se um robot dos partidos e tem horror à política.
A própria democracia encarregou-se de amordaçar o militante com a sua política repressiva patronal, policial, etc.
Nem mesmo o PCP já praticamente não cola cartazes por que os militantes estão todos de pantufas calçadas, até serem chamados à próxima campanha eleitoral e os outros partidos seguem-lhes as pisadas.

Nos grandes partidos os jotinhas e alguns velhinhos andam todos a procura de uma tachinho numa junta, na assembleia municipal ou em deputado por que dá muito jeito em tempos de crise.



publicado por uon às 10:24 | link do post

Sábado, 21.01.17
Nesta concentração contra Tramp junto de embaixada dos USA, em Lisboa estiveram cerca 400/500 pessoas, bem contados.
Presentes partidos:BE, Livre, MAS, grupo "Em Luta" nova cisão do MAS e muitas outras pessoas independentes.
A polícia também marcou presênca em força.
Não há muito mais a registar.


publicado por uon às 17:00 | link do post

Sexta-feira, 20.01.17

ccl

«O concelho de Almada tem então cerca de 23 000 habitantes e a vila pouco mais de 8000, sendo uma parte população flutuante, como nos dias de hoje. A população operária é mais heterogénea em termos sócio-profissionais do que a da Marinha Grande, centro essencialmente vidreiro, ou do que a de Silves, exclusivamente formada por corticeiros.

Em Almada a eclosão do movimento é marcada, na madrugada de 18, pelo corte da linha telefónica e pela sabotagem do cabo submarino entre a Trafaria e Porto Brandão, únicos actos violentos dignos de registo.

Com muitas ou poucas acções espectaculares — menos, em todo o caso, do que as verificadas na vizinha Lisboa, para já não falar da Marinha Grande ou de Coimbra —, os trabalhadores, esses, aderem à greve, ainda que surjam dois comportamentos diferentes.

Trabalhadores há que se apresentam ao serviço, iniciam normalmente a sua actividade às 8.30 e a instâncias de grupos de grevistas que percorrem os locais de trabalho apelando à greve acabam por abandoná-lo e recolher a suas casas. Estão neste caso os operários fabris de Cacilhas, os chauffeurs de táxis que fazem serviço no Largo Costa Pinto, os motoristas das empresas de camionagem que servem todo o concelho e ainda os operários dos estaleiros da Parry & Son.

Outros — o operariado da vila de Almada e o do restante concelho — nem sequer comparecem nos locais de trabalho. Estão neste caso os corticeiros da vila, designadamente os das fábricas Harry Bucknall & Sons, Rankin & Sons, Armstrong & Cork, bem como os que trabalham no Caramujo, Cova da Piedade, Ginjal, Margueira, Banática, Mutela e arredores, ou seja, todos os corticeiros do concelho. E também os operários das fábricas de moagem Aliança e dos Moinhos Reunidos, ambas situadas na Cova da Piedade, os operários dos estaleiros de barcos de madeira da Mutela, os operários de algumas fábricas de conservas, todos os operários da construção civil com obras na Mutela, Cova da Piedade, Porto Brandão, Trafaria, Caparica e Almada, com destaque para os 500 operários que nesta última localidade trabalham então na construção do Arsenal do Alfeite. E o mesmo se passa com os operários de serviços metalúrgicos do concelho e com os operários dos depósitos da Shell, situados na Banática, com os da fábrica de gelo da Companhia Portuguesa de Pesca, no Olho de Boi, e, enfim, com os estivadores e descarregadores de cais.

De uma maneira ou de outra, toda a população industrial do concelho adere à greve. E nem as forças da polícia locais, nem a chegada de 30 praças da GNR, nem a de 40 marinheiros e 2 sargentos da Armada, com os respectivos tenentes, nem as operações de policiamento e de demonstração de força que a sua permanência nas ruas representa — a que se juntará ainda no próprio dia 18 a suspensão do jornal local O Almadense —, levarão a maior parte dos grevistas a apresentarem-se ou a retomarem o trabalho. Apenas os motoristas de camionagem, após terem sido requisitados pelo administrador do concelho, rompem a greve ao fim do dia 18.

Mesmo a 19, se a maioria do operariado retoma o trabalho, alguns impenitentes se mantêm. Os operários corticeiros — com excepção dos da Margueira — e os operários das fábricas de moagem vão permanecer em greve, o que levará à prisão de 24 dos principais dirigentes sindicais do concelho de Almada, e só regressam ao trabalho a 20.»

Maria de Fátima Patriarca, “O «18 de Janeiro»: uma proposta de releitura”, Análise Social, vol. XXVII (123-124), 1993, pp. 1137-1152

aqui: https://www.facebook.com/CentroDeCulturaLibertaria/photos/a.353169281424818.82816.353165078091905/1321681247906945/?type=3&theater



publicado por uon às 10:37 | link do post

https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2017/01/19/video-a-greve-geral-de-18-de-janeiro-de-1934/

 

.

Dois vídeos sobre a greve geral de 18 de Janeiro de 1934 feitos pelo jornalista Jacinto Godinho para a RTP. Mais uma vez esquece-se a dimensão nacional do protesto (*) e o foco é a Marinha Grande, onde a “sublevação” dura um par de horas, quando em Silves, Barreiro, Almada a greve é geral e prolonga-se por vários dias. Mas, em termos gerais, é uma investigação rigorosa e isenta.

“Em Agosto de 33 Salazar publica o Estatuto do Trabalho Nacional. Em Portugal acaba o sindicalismo livre, criminaliza-se o direito à greve e começa o corporativismo.

Mas os anarco-sindicalistas e os comunistas não desarmaram. Unem-se pela primeira vez numa greve geral revolucionária. O objetivo desta primeira “geringonça” é derrubar à força de bombas o regime de Salazar e Carmona.

Mas houve uma região que a PVDE descuidou nos planos da greve revolucionária – a Marinha Grande. Na região vidreira, os grevistas tomaram de assalto o posto da GNR e dos CTT. A ocupação durou poucas horas.

No rescaldo da falhada greve revolucionária a PVDE prendeu 696 pessoas só em processos relacionados com a Greve Revolucionária. A polícia política usa a tortura violenta para encontrar os responsáveis pelos atentados bombistas de 18 de Janeiro. Vários dos presos não aguentam as violências e “suicidam-se”. É o caso do militante comunista Mário Vieira Tomé que aparece morto na prisão. Neste episódio tenta-se desvendar o caso e obter pela primeira vez provas concretas de tortura na PVDE. O anarquista Jaime Rebelo corta a língua e Jaime Cortesão dedica-lhe o poema ‘Romance do Homem da Boca Fechada’ (“cortada” no site do vídeo).

Apesar das prisões em massa de 1934, o único dos movimentos anti ditadura que não teve líderes presos foi o PCP que fica solitário na oposição ao regime. A propaganda do regime concentra-se no combate ao comunismo considerado por Salazar “a grande heresia da nossa idade”. (**)

A insurreição nacional perpetrada a 18 de janeiro de 1934 resulta indiretamente de um longo processo de luta social e sindical pela melhoria das condições de vida da classe trabalhadora, e surge especificamente como movimento nacional de contestação à ofensiva corporativa contra os sindicatos livres, por força do recém-publicado “Estatuto do Trabalho Nacional e Organização dos Sindicatos Nacionais” em setembro de 1933 pelo Estado Novo, regime responsável por milhares de vítimas, mortos em confrontos, prisões ou em situações de tortura, prisões em campos de concentração no continente, ilhas e colónias, perseguições, expulsões do país, degredos e deportações para as ilhas e colónias, semeando um rasto de terror entre várias gerações de portugueses.

Jornada de luta contra a fascização dos sindicatos e pela defesa da livre organização dos trabalhadores; contra a ofensiva patronal e do Estado salazarista contra os salários, o horário de trabalho de 8 horas; contra a repressão e em defesa das liberdades cívicas e políticas tinha a determiná-lo a compreensão do que o fascismo representava para os trabalhadores: privação de todas as liberdades, perseguições, prisões, torturas, assassinatos, intensificação da exploração, desemprego e miséria.

A reacção do governo salazarista à greve de 18 de Janeiro, e em particular na Marinha Grande, foi de grande violência e arbitrariedade: elevado número de prisões, despedimentos, julgamentos praticamente sumários, condenações a pesadas penas de prisão, deportações, assalto ao que restava das organizações operárias livres.

O Campo de Concentração do Tarrafal, instalado numa das piores zonas climáticas de Cabo Verde chuvas, fortes ventos, calor, água inquinada com um regime prisional inspirado no modelo nazi, assente na arbitrariedade, na violência organizada, nos trabalhos forçados, tornou-se num verdadeiro inferno para os presos antifascistas que para lá foram enviados, muitos deles participantes na greve de 18 de Janeiro”

(*) https://colectivolibertarioevora.files.wordpress.com/2014/01/textos-18-janeiro.pdf

(**) https://www.facebook.com/PORTAL.ANARQUISTA/photos/a.296793177087642.53912.296105283823098/946763515423935/?type=3&theater



publicado por uon às 10:32 | link do post

Isto da política tem revoadas.
Andaram meses a fio com a CGD, agora é a TSU.
E com isto o Assis tem de corrido está a minar o PS com eleições antecipadas.
Moção de confiança porquê.
O PS tem total confiança.
O PS está-se a deixar levar pela Direita ao votar com a mesma em muitas coisas e isso mina o apoio do Bloco e do PCP.
Não se compreende por que é que o PS insiste na TSU dos patrões.
Uma empresa tem de viver das suas vendas e não andarem a mendigar ao estado baixa de impostos.
Se não tem capacidade tem de fechar.
A alternativa de Passos Coelho é o regresso aos roubos as regressões à política de terra queimada protagonizada pelo PSD/CDS.
Se o povo quer ser roubado é ir para eleições e depois não queixem.
Como é evidente este governo está a ir por caminhos errados e não serve, mas a ida da Direita para o governo é o regresso dos comilões ao poder.
E em caso de eleições já sabem que o nosso voto é abstenção.
 


publicado por uon às 10:19 | link do post

Quarta-feira, 18.01.17

Portugal nunca devia ter enviado militares para os  conflitos armados do Mali e República Centro Africana e outros.
Qualquer dia vem em sobretudos de madeira.
É esperar.
Não são missões humanitárias.

São missões para defender o capital e explorar os povos locais e os terroristas aplaudem.

Estas missões humanitárias são um sorvedouro de dinheiros públicos.

Além de mais podemos ser atacados em Portugal pelo DAESH por que no Mali actua uma facção aliada do ISIS.

 



publicado por uon às 14:16 | link do post

Terça-feira, 17.01.17

1. Bill Gates (EUA): cofundador da Microsoft - US$ 75 bilhões

2. Amancio Ortega (Espanha): fundador da Inditex, da Zara - US$ 67 bilhões

3. Warren Buffett (EIA): maior acionista da Berkshire Hathaway - US$ 60,8 bilhões

4. Carlos Slim Helu (México): dono do Grupo Carso - US$ 50 bilhões

5. Jeff Bezos (EUA): fundador e principal executivo da Amazon - US$ 45,2 bilhões

6. Mark Zuckerberg (EUA): cofundador e principal executivo do Facebook - US$ 44,6 bilhões

7. Larry Ellison (EUA): cofundador e principal executivo da Oracle - US$ 43,6 bilhões

8. Michael Bloomberg (EUA): cofundador da Bloomberg LP - US$ 40 bilhões

Fonte: Revista Forbes, março de 2016

 



publicado por uon às 16:55 | link do post

18 JANEIRO 1934.bmp

 



publicado por uon às 15:18 | link do post

Segunda-feira, 16.01.17

As eleições autárquicas estão-se aproximar e começa a dança dos nomes.

Candidato para aqui candidato para ali.

Lisboa por enquanto só temos a Cristas do CDS primeira avançar.

Ganha se ninguém se apresentar.

PSD não sabe ainda, fala-se José Eduardo Moniz, Carlos Barbosa, etc. que são curiosos na matéria.

PS tem Medina que tem um currículo de obras de fachada por toda a cidade.

PCP e Bloco ainda não apresentaram nomes.

Quem fizer umas obras de fachada, umas festas e subsídios a colectividades e de nascimento é difícil destrona-lo.

Os autarcas tem um problema que o governo não tem.

Aumentos não dão, por isso tem de contentar com coisas mais visíveis para caçar o voto aos cidadãos.

Uns jardinzinhos, etc.

As câmaras como "autonómas" que são, deviam ter autonomia para dar aumentos aos seus trabalhadores.

O governo que fique com os ministérios.

Mas o governo tem outras coisas negativas que é aumentar impostos:IMI, IRS, IVA, etc de artigos e serviços de primeira necessidade:transportes, gasolinas, água, luz, gas, etc.
O governo usa a demagogia e as promessas para caçar votos.



publicado por uon às 16:43 | link do post

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