Sexta-feira, 29 de Junho de 2012

http://expresso.sapo.pt/ministro-da-economia-insultado-e-travado-na-covilha=f736366#ixzz1zBFitLI6

 

Ministro da Economia à Covilhã em visita à espera dele tinha manifestantes que lhe foram pedir explicações.

O Ministro meteu-se dentro e arrancou, mas um manifestante apoiou-se na frente do automóvel de alta cilindrada.

Começa a ser norma para onde o governo vá tem sempre um coro de protestos à espera.

Qualquer dia os ministros e Cavaco não podem sair dos gabinetes.

 



publicado por uon às 13:48 | link do post

Quinta-feira, 28 de Junho de 2012

Se calhar era melhor ir-mos lá reivindicar 5 horas de trabalho diárias ou 25 semanais.
Não há dúvida o trabalho é uma prisão sem horário.
Basta ver o sorriso com que as pessoas vão para o trabalho de manhã nos transportes públicos ou de carro, saber que vão passar umas horas de tédio e enfrentar o patrão o chefe os colegas os clientes.
Este tipo de manifestações deve ter a chancela do bloco de esquerda.
Eles gosta muito de trabalhar ou melhor gostam que trabalhem para eles.
O Durão Barroso da Comissão Europeia diz que trabalha 12 horas por dia.
Ele até pode trabalhar 24 horas desde que não obrigue os outros a fazer o mesmo.



publicado por uon às 15:11 | link do post

Quarta-feira, 27 de Junho de 2012

Em entrevista ao programa "Terça à Noite", o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, disse que “acima de tudo está o interesse nacional” e que o Governo pondera neste momento recorrer à requisição civil:

A requisição civil é uma arma (das muitas que dispõe) contra os trabalhadores para evitar greves incomodas, como as da Tap que é um serviço essencial à economia.

O governo sabe que apontar essa arma aos pilotos e a outros trabalhadores da TAP, todo o povo menos esclarecido se junta ao lado do governo e bate palmas por estas classes ganham razoavelmente bem em relação aos outros trabalhadores, mas não deixa de ser uma medida autoritária contra os trabalhadores em greve.

Mas o governo pode decretar a requisição civil ou enviar a sua guarda pretoriana noutros sectores desde que os mesmos ponham em causa a sua governação como as greves gerais ou outros acontecimentos.



publicado por uon às 15:32 | link do post

Cerca de 400 trabalhadores foram despedidos de call-center sedeado em Castelo Branco que é uma zona do interior com fracos recursos economicos-sociais e onde existe mão-de-obra mas não há trabalho.

Estes trabalhadores laboram para uma empresa concessionária dos serviços da segurança social em atendimento telefónico.

Todos eles tinham vínculo precário e pelo facto a empresa vai descarta-los, argumentando que acabou o contrato com o Estado.

Temos um serviço do estado que é concessionado a uma empresa privada que por sua vez admite trabalhadores precários.

Não seria melhor o estado admitir os trabalhadores que pagava muito menos pelo o trabalho que era feito directamente.

Aqui está um modelo de gestão ruinoso para o estado e para quem trabalha.

 

 

 

 



publicado por uon às 11:32 | link do post

Terça-feira, 26 de Junho de 2012

Segundo a RR as autoridades PSP/GNR recebem quatro (4) queixas por hora relativas a violência doméstica.

Então se o governo diz que algumas esquadras tem de fechar porque não há queixas, então aqui há alguém que mente ou mentem os dois.

Em 2011 a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) registou um total de 19.944 factos criminosos que se reflectiram em 8.192 processos de apoio relativos à problemática de violência doméstica.

É evidente que existe violência doméstica devido a vários factores:desemprego, alcoolismo, falta de solidariedade entre pessoas, e as medidas governamentais contribuem para este estado de coisas por que agravam a situação no seio das famílias, mas estes números não parecem convincentes.

Também o modo como se está a lidar com assunto peca por defeito por que é repressivo tudo o que meta tribunais e polícia.

 

 

 

 



publicado por uon às 16:56 | link do post

…/ À miséria vivida nos campos alentejanos, somava-se a desilusão face a uma república que, transposta para o quotidiano, se desdobrava em medidas que declaradamente punham gravemente em causa os trabalhadores e deitava por terra esperanças de melhora das condições de vida. A insurreição dos rurais alentejanos em 1912, uma memória de luta e solidariedade, conserva, cem anos passados, todo o sentido, porque a situação dos jornaleiros de ´12, pau para toda a obra, encontra eco na dos “flexíveis” dos nossos dias. Salvaguardem-se, ainda assim, as diferenças, pois, não será difícil imaginar que, estes rurais tinham muito mais a perder do que nós hoje em dia, quando fazemos uma greve /…

Alambique 4: p.31 – A Insurreição dos Rurais Alentejanos de 1912  [M. B.]

Saber mais ainda em:

Eduardo M. Raposo (2001) – A Greve Geral de Évora de 1912:

Ponto Cimeiro dos conflitos sociais no Alentejo nos alvores da República

in A Cidade de Évora, II Série, nº 5, 213-230 (Para ler e descarregar AQUI)

…/ Esta movimento grevista alentejano, significativamente denominado na sua globalidade por «Insurreição Alentejana» terá na greve geral dos trabalhadores rurais do distrito de Évora o seu apogeu (…) ao transformar-se num acontecimento social e politico com impacto nacional, (…) vai  propiciar ao movimento sindical revolucionário a oportunidade da sua primeira confrontação directa com o Estado, assim como opera a ruptura dos operários organizados com a Republica democrática burguesa. /…

Ver ainda a Ilustração Portuguesa, 1912 (em baixo e disponível AQUI)

 

 

Em http://revistaalambique.wordpress.com/



publicado por uon às 11:05 | link do post

Segunda-feira, 25 de Junho de 2012

Um ano de governo, um ano de austeridade, um ano de sacrifícios, um passo para abismo.

Este governo está a ser censurado no Parlamento, por que ali ele sabe que não irá cair que os seus deputados da maioria lhe darão o apoio que ele necessita para a sua sobrevivência política para continuar a massacrar as pessoas  e os trabalhadores e desempregados deste país.

Este governo precisa de ser censurado nas ruas, por que é nas ruas que anda o povo, os trabalhadores, os desempregados, os precários os explorados que este governo vem consumindo.

Desde que este governo tomou posse as pessoas foram sacrificadas pelas medidas antipopulares com os cortes nos subsídios de féria e natal dos trabalhadores dos estado e empresas estatais (RTP incluída), fecho de empresas, despedimentos colectivos, cortes na saúde e educação subjugação cega à troika, venda do país aos capitalistas chineses, angolanos, etc aumento dos impostos que já nem dão para cobrir o défice.

Este governo só pode cair se os trabalhadores quiserem através duma greve geral de vários dias a realizar no Outono e não no Parlamento.

 

Organiza-te e luta pelo teu futuro

Em frente pela Greve Geral



publicado por uon às 15:48 | link do post

texto retirado daqui http://alas.no.sapo.pt/index.htm

 

Espanta hoje a quantidade de jornais ligados ao mundo do trabalho que,a partir do início do século XX , se publicaram num país predominantemente rural e com uma população analfabeta como era Portugal. E, embora muitos dos títulos tivessem vida curta, o papel da imprensa proletária no movimento de emancipação social promovido pelos operários e pescadores por um lado, e trabalhadores rurais no outro, foi enorme, a despeito do que poderiam sugerir os circunstancialismos nacionais, e as condições materiais e psíquicas dos trabalhadores durante a I República. Essa imprensa é hoje uma fonte histórica muito importante e frequentemente a única disponível face ao desaparecimento de toda aquela documentação das associações de classe e dada a forma tristemente deplorável de como a documentação contemporânea é geralmente tratada. Nós, ao olharmos para trás muitas questões se podem colocar. Como explicar a sua profusão num país de desenvolvimento agrário? Qual o seu universo? De que forma e em que medida ela era “lida” pelo povo e população a que se destinava? Enfim, como reler hoje essa imprensa?

A imprensa operária e popular encontra-se hoje , transfigurada nos boletins corporativos que as centrais sindicais enviam, por via postal e a título de oferta , aos sindicalizados e numa panóplia de revistas de grande tiragem do género “Maria” , “Olá” ou “TV Guia”. No primeiro caso , os trabalhadores sindicalizados tomam conhecimento do pensamento dos seus dirigentes e dos seus problemas “enquanto sindicalizados”; e aqueles que, real ou supostamente, os representam,lamentam-se por vezes de que “ninguém lê o jornal do sindicato”,à excepção deles próprios. Os textos neles incluídos transpiram,para além das posições oficiais do sindicato, as tendências e preocupações de forças que no seu interior buscam o controlo e o poder . Dá-lhes um ar de diversidade que fica bem de acordo com a moralidade democrática vigente.

No segundo caso , a leitura da massa anda afastada dos negócios públicos , detém-se nas áreas do lazer, do mundo privado pronto a consumir , dos sentimentos, do sexo, do amor e do lar, etc. A suposta ideia que temos de que esse público é maioritariamente feminino deixa de fora o universo masculino,grande consumidor dos jornais desportivos ( melhor dizendo; de futebol ). Entre “A Bola”, “O Jogo”, “Record”, a “Maria” e similares gravita o imaginário da Cultura Popular Portuguesa, muito homogénea na heterogeneidade das escolhas, como se quer em período de pós-modernice e consumismo histérico de 2000.

A realidade é, sem dúvida, muito mais complexa (deixamos a tarefa ao leitor de procurar auxílio na literatura especializada) mas,no fundamental,o que procuramos mostrar é que ninguém se lembraria de procurar nos títulos de maior tiragem nem nos programas ditos mediáticos de maior audiência os fundamentos dessa opinião pública escravizada que é um dos alicerces dos regimes “democráticos”.

A ideia de que a opinião pública é largamente constituída por organizações e por grupos intermédios, parece-nos evidente. Neste contexto,o peso da imprensa escrita informativa e de opinião pode medir-se pela sua capacidade de difusão. Um indicador é,sem dúvida, o número de exemplares publicados e a área de cobertura geográfica. Ora , se recuarmos até aos anos da Grande Guerra,a realidade portuguesa era de tal forma diferente que não faz nenhum sentido aplicar-se nem os indicadores nem o aparelho conceptual utilizados genericamente no tratamento da informação nas sociedades mais avançadas. Sob pena de anacronismo.

A imprensa proletária é filha de um tempo em que a maioria dos trabalhadores manuais urbanos se associavam em grupos culturais , recreativos e laborais de raiz local . Foi nas vésperas da IGuerra Mundial,que a maior parte dos centros urbanos do país,embora sem um mínimo de condições sanitárias,começam a ter pelo menos uma associação de classe representativa,ou um centro popular de “instrução e recreio” de raiz republicana,ou uma filarmónica e,pelo menos no sul, uma “Praça da República”. Nas associações de classe a dimensão cultural e recreativa era inseparável da luta por melhores condições de vida e, de existência. Por isso elas mantinham imprensa , bibliotecas , escolas, grupos de teatro, faziam festas e excursões . Por outras palavras, o conceito é inseparável da formação de uma comunidade de trabalhadores de raiz local, com as suas próprias instituições. Neste sentido, não existe já (como não existe há meio século, a não ser como figura de retórica doutrinária) “imprensa operária”.

Ela corresponde a uma fase na história do trabalho , que aqui desapareceu com a fascista corporativização dos Sindicatos durante o Estado Novo, e com a mais recente formação dos partidos políticos burgueses e de massas. Daí o paradoxo, de um país oligárquico e com uma elevadadíssima taxa de analfabetismo, tanto nos campos como nas cidades, de assistir-mos a essa profusão de jornais que terão desempenhado um papel importante na formação de identidades locais de raiz popular cobertas pelas “ideias sociais”.

Este tipo de jornal não dura 24 horas nem,no caso dos semanários,uma semana. Embora de raiz local,tem uma expansão regional. Se tomarmos o caso do Alentejo, por exemplo, os jornais de Mértola eram lidos em Cuba e vice-versa. Esta difusão fazia-se em muitos casos através de assinatura directa. As associações de classe , os centros recreativos e os políticos assinavam por vezes meia dúzia de títulos , uns de carácter corporativo , outros de feição regional e outros ainda,doutrinários ou informativos. Os soldadores de Setúbal que liam “Germinal” por exemplo, não deixavam por isso de ler a imprensa burguesa. O hábito de ir à associação ou ao seu clube ler o jornal aos domingos à tarde estava restrita a uma élite de operários politicamente mais activa.Na biblioteca particular do comunista libertário Francisco Ximenes, da aldeia Via Glória (Mértola), activo nos anos 1920 e 30, encontravam-se jornais publicados desde o Algarve até à Capital , na maior parte de tipo corporativo, desde os corticeiros aos trabalhadores rurais, passando pelos mineiros.

O gosto pela auto - formação e a sede de aprender é conhecida entre as élites operárias e sindicalistas neste período. Mas os casos excepcionais permanecem isso mesmo. Ler era um hábito burguês e dos trabalhadores que procuravam a emancipação social. E por esta via, na cultura sindicalista, a taberna e o vinho surgiam por outro lado , como alienantes que completavam a “missão” do capital de embrutecer o trabalhador.

Neste contexto e antes ainda da divulgação da telefonia nos anos 40, a difusão das ideias e de notícias por via oral era grande. A formação intelectual da maioria dos sindicalistas passava mais pelo sincero convívio e pela leitura da imprensa do que pelo estudo teórico permanente. Entre os mineiros de Aljustrel e os de São Domingos, por exemplo, lia-se o “Germinal” (de Zola) , “A conquista do pão (de Kropotkine), “A Felicidade de todos os seres na sociedade futura” ( do anarquista utópico de Beja, Gonçalves Correia) , leituras que tinham o dom da revelação ; mas principalmente lia-se “A Batalha”, e , nos anos 30, “A Voz do Mineiro” e o “Eco Mineiro e Metalúrgico”. De Marx, a maior parte conhecia quase tão sómente, a máxima que dizia que “a emancipação dos trabalhadores há-de ser obra dos mesmos trabalhadores”. E não era pouco , pois o dito slogan, continha todo um programa sindicalista revolucionário . Na boca corrente isso significava: “desconfiai dos burgueses amigos dos operários , dos socialistas e de todos os que pretendem enganar os trabalhadores, pensai por vós próprios, não abdiquem do vosso poder, não o alienem em cricunstância alguma para terceiros”. Um conjunto de máximas descontextualizadas que vinham substituir os provérbios tradicionais, serviam para a causa da emancipação social e formavam um conjunto coerente apesar disso.Citava-se também o já muito conhecido ultramontano Bossuet ao lado do russo Lénine e este , por sua vez , ao pé de Ezequiel de Campos, António Sérgio ou Malatesta, sem a noção de incoerência.

Enfim, e ao contrário do que sucedia com muitos títulos de livros teóricos , o número de exemplares desses jornais impressos ficaria aquém do número real de leitores.A imagem pictórica duma roda de jornaleiros que ouvem e comentam o“Trabalhador Rural” era tão folclórica quanto o que movia os lavradores a fazerem esperas nocturnas e perseguições individuais a “agitadores”. Noutros casos, a tiragens oficiais dos jornais seriam limitadas pelas apreensões policiais,frequentíssimas em jornais como “A Batalha” ou o vespertino anarco-sindicalista, também saído em 1919, o “Avante!”.

O ler algum jornal no café era uma figura estereotipada da pequena-burguesia urbana,do funcionário público , que nem por isso deixava de ser “socialista”. O jornal da classe era lido na Associação , em casa ou no local de trabalho onde por vezes era vendido. Agora, o cenário é evidentemente diferente nas cidades da província.

Mais importante foi a relação entre essa imprensa e a movimentação proletária. O jornal não é um mero formador de correntes de opinião nem de pensamentos , nem a “opinião” que forma tem um papel que habitualmente lhe destina o próprio sistema político. Daí a perversão da “liberdade de expressão e de imprensa” que motiva a permanente violação e intervenção das autoridades e das forças vivas quando, aparentemente,o movimento se situava “fora” da luta política burguesa. (Daí tédio que a actual pseudo imprensa política e sindical também transmitem). A emergência e a difusão dos jornais dessa época,surgia ainda indissociavelmente ligado à organização e à luta dos operários com autonomia em relação às organizações burguesas, vivendo os seus fluxos e refluxos constantes.

Esta natureza instrumental da notícia e da opinião impressa definia a sua própria difusão na época. Apesar da proximidade das minas de São Pedro da Cova em relação ao Porto, os jornais de classe só aí entraram quando a Federação do Norte, estabeleceu contactos estreitos durante a I Grande Guerra . A organização do movimento sindicalista em uma determinada localidade , era habitualmente traduzida por “denúncias” de situações algo “desumanas” por alguém de “dentro” , havendo correspondência com a difusão local do texto impresso. A liberdade de expressão tinha aqui portanto o sentido duma indignação perante uma realidade ofensiva duma outra ordem moral que se pretendia (in)existente. Um fundo moral humanista com raízes cristãs e burguesas, persiste na denúncia do mal supremo que é o capitalismo.

Um forte sentido moral ligava-se à noção de honra. Quando é proclamada a Greve Geral em Lisboa de solidariedade para com os operários da C.U.F. , ”A Batalha” , que contava com a solidariedade dos tipógrafos, anunciava que: “...não se publicará amanhã, para que os jornais de intuitos opostos aos nossos, como são os jornais burgueses- que esperamos também não saiam– não possam supor que aproveitamos o momento para, encontrando-nos sós em campo, recolher os lucros que da falta de concorrência nos podiam advir”.

A palavra livre era o verbo libertador, criador de uma realidade em devir, mobilizador e, portanto, actuante. Ela seria por isso objecto de uma atenção privilegiada das autoridades formalmente constituídas ou dos poderes reaccionários que se organizaram num período de desagregação do poder do Estado como foi o do pós-guerra . Estamos ainda longe da palavra de ordem com as massas ordeiramente disciplinadas a obedecerem a “meneurs” profissionais.

Como parte integrante do movimento operário e no contexto da Revolução europeia que se desenhava no pós-guerra, a “A Batalha” nascia em 1919 como o jornal do operariado português. “Os operários –todos os operários,e os gráficos estão também incluídos –têm um jornal seu. Esse jornal é “A Batalha””,escrevia o “Avante!” em 20 de Junho de1919. Para além da publicação de notícias internacionais,de comentários políticos em editorial e pequenas histórias do mundo do trabalho, além de “fait-divers” e anúncios comerciais, surgiam também convocatórias de grupos anarquistas ou de associações de classe. E foi através de “A Batalha”, que se divulgaram formas de luta e de resistência como a então denominada “cozinha comunista” , utilizada durante as longas greves dos trabalhadores da CUF (em 1919), e em grupos tão isolados como os mineiros de Aljustrel (1922/3), os mineiros de São Pedro da Cova (em 1924) ou São Domingos (1932). Pelo jornal passou a estratégia de solidariedade de todos os nossos trabalhadores:“A todos os trabalhadores conscientes.Camaradas!É necessário que nenhuma classe deixe de contribuir com a cota de $10 semanais estabelecida pela U.S.O. e pelas Federações de Indústria, para o auxílio aos grevistas da União Fabril”, (19.Junho.1919).

A campanha de solidariedade na greve dos ferroviários em 1920 levaria a “A Batalha” a apelar aos trabalhadores que recebessem em suas casas os filhos dos grevistas.Em várias ocasiões o jornal teria um papel chave na luta e na organização da solidariedade, como o fez durante a greve de 3 meses dos “heróicos mineiros de Aljustrel”.E esta integração na própria movimentação social justificava anúncios destes na última página do jornal:“Ao proletariado português: Pela jornada legal de trabalho reduzida ao máximo de 8 horas!”.

Quase 100 anos depois,o papel das organizações sobrepõe-se ao indivíduo e à liberdade. A ele cabe-lhe escolher entre os muitos títulos disponíveis de jornais ( maioritariamente burgueses), de revistas (decadentes), de sindicatos (colaboracionistas) e de partidos (na sua maioria reformistas), o que melhor se adequa aos “seus interesses” ou nutrir o mito da sua impotência ( não esquecer que a oferta é controlada e a escolha é limitada,e quase sempre a notícia é manipulada de acordo com os interesses da burguesia ). Da falência na feira das ideias caminhamos para a falência na feira das organizações do trabalho. Deste modo , o jornalismo sindical hoje, não vale já 10 minutos com o Super Mário e a classe trabalhadora descobre que as organizações não lhes servem para nada quando eles mais precisam delas. O ciclo do credo e desilusão , dos indivíduos nos sindicatos alterna hoje com o ciclo das adesões às seitas religiosas , ao clubismo doentio e com os movimentos xenófobos, de acordo com as taxas de desemprego e com a crise moral. Os movimentos subversivos clandestinos ou tolerados e potencialmente revolucionários não só escapam à comunicação social como, por vezes, se dirigem contra ela. No mundo da informação a história quotidianamente feita surge como uma representação paranóica ( com palco! ) duma realidade que (nos) foge. A história mora ao lado da informação.


(trabalho do camarada P.Guimarães)



publicado por uon às 13:44 | link do post

 

 

 

 

 

 

Os pais, também de Garvão, eram Eduardo Brito Júlio e Maria Gertrudes da Costa Júlio, e era casado com Maria do Rosário Pereira Costa de quem não houve filhos.

Era o segundo filho de sete irmãos, um dos quais, “Senhor Celestino da Costa”, como era conhecido, era esposo da professora D. Ilda, e foi o primeiro presidente da Junta de Freguesia de Garvão depois do 25 de Abril.
José Júlio da Costa, assentou praça ,no exército, como voluntário, aos 16 anos em 21 de Maio de 1910.

Combateu na Rotunda, pela implantação da República, nos dias 4 e 5 de Outubro desse ano. Ofereceu-se como voluntário paraTimor, Moçambique e Angola, onde recebeu um louvor em 27 de Dezembrode 1914.

Deixou o exército a 11 de Abril de1916 com o posto de Segundo Sargento. Pela Grande Guerra, (1914/18), ofereceu-se como voluntário para combater a Alemanha, o que não conseguiu.

José Júlio da Costa, nas entrevistas que deu, antes da sua morte, mostra claramente o seu descontentamento generalizado com a política seguida por Sidónio Pais, a quem acusa de traição aos ideais da revolução Republicana de 1910, por ser adepto da Alemanha e de alinhar ao lado dos Monárquicos e Clero, inimigos da República.

De facto, Sidónio Pais governou em ditadura, pela política que implementou. Pode-se afirmar que foi o percursor de regime fascista nascido a 28 de Maio de 1926, que levou Salazar ao poder.

Sidónio Pais, sublevou as instituições democráticas nascidas com a revolução republicana e fez-se “coroar” presidente à revelia do Congresso e da Constituição Portuguesa.

No seu breve ano de governação foi suficientemente demonstrativo do cariz fascisante da sua política ditatorial. Liquidou o sistema parlamentar democrático, impôs a censura à Imprensa, centralizou os poderes, criou a polícia preventiva, rearmou a polícia pública, empregou uma enorme demagogia nos seus discursos políticos, transferiu para Lisboa as unidades militares da sua confiança, atulhou as prisões com milhares de adversários republicanos; num ano de governação passaram pelas prisões de África e do país cerca de 20 mil pessoas.

José Júlio da Costa acusa também Sidónio Pais de ter abandonado, à sua sorte, o Corpo Expedicionário Português que combatia nas Flandres em França, na Grande Guerra de 1914-18, provocando a morte a cerca de 3000 soldados, sargentos e oficiais.

Tudo isto reforçou a convicção em abater Sidónio Pais, já ciente na sua mente, depois da traição perpetuada nos trabalhadores rurais do Vale de Santiago, facto que viria a consumar no dia 14 de Dezembro de 1918, na Estação do Rossio em Lisboa, com 25 anos de idade.

Depois de ter morto Sidónio Pais, José Júlio da Costa, foi preso e brutalmente agredido, logo ali no local, e levado posteriormente para a Escola de Guerra onde sofreu novos suplícios no seu corpo já ensanguentado.

Preso, José Júlio da Costa sofreu todo o tipo de agressões, incluindo disparos, a meio da noite, para dentro da cela.

Os seus próprios familiares,sem terem nada a ver com o caso, foram molestados pelas autoridades, inclusivamente a sua mãe e a sua esposa, Rosária Pereira Neves Costa, foram presas nos calabouços do governo civil, onde ficaram incomunicáveis (Jornal “O SÉCULO”página 3 de 18 de Dezembro de 1918).

Ainda hoje, algumas pessoas da vila falam de tal, e ainda se lembram do estado que a D. Maria Gestrudes chegava à vila depois de ir ver o filho a Lisboa.

A mãe, antes de morrer, só pediu uma coisa: que levasse consigo o retrato do filho quando fosse enterrada.
José Júlio da Costa morreu a 16 de Março de 1946, no Hospital psiquiátrico Miguel Bombarda, em Lisboa, com 52 anos de idade, com a razão toldada por 28 anos de prisão sem nunca ter sido julgado, completamente esquecido nas prisões do regime.

http://www.garvao.net/jjc.html



publicado por uon às 11:33 | link do post

Sexta-feira, 22 de Junho de 2012


La CNT de Sevilla entró en conflicto contra la empresa Ayesa (Aguas y Estructuras, S.A.) cuando ésta despidió a nuestro afiliado Fernando A. S.

Ayesa es un grupo de empresas perteneciente al señorito andaluz José Luis Manzanares Japón y su familia. Este sujeto y sus hijos tratan al grupo de empresas como si fuera su cortijo particular, repartiéndose los cargos y los pingües beneficios que se embolsan a costa de la explotación de los obreros. La última hazaña de esta familia de “emprendedores” fue comprar la empresa Sadiel para a continuación empezar a despedir a una buena parte de su plantilla.

Pero Ayesa, que presume de ser una de las primeras empresas tecnológicas de España, que se encuentra en plena expansión internacional, que se jacta de haber ingresado en 2011 más de 328 millones de euros…, por lo visto quiere enriquecerse aún más racaneando la indemnización por despido a sus trabajadores. Así que desde hace casi un año está echando mano del llamado despido objetivo por causas económicas, para lograr de esta manera echar a los trabajadores con 20 días de salario por año trabajado.

En la CNT de Sevilla nos tomamos la pretensión de Ayesa de pasar por ser una empresa en apuros económicos como una auténtica tomadura de pelo. Por lo visto, José Luis Manzanares Japón quiere pagarle el quinto Mercedes a sus hijos a costa de rascar en la ya mísera indemnización que reciben los trabajadores de sus empresas.
Nosotros no hemos consentido que se burlen de nuestro compañero, y Ayesa tampoco ha querido arriesgarse a ir a más. Así que finalmente reconoció la improcedencia del despido y el asunto se arregló sin necesidad de ir a juicio. Pero este reconocimiento de improcedencia implica necesariamente que se reconozca que sus despidos por causas económicas no tienen ninguna razón de ser.

Animamos a los trabajadores de Ayesa y su grupo empresarial a que se organicen en CNT y le planten cara a la chulería de la empresa. Sólo la unión y la lucha obrera podrán parar, e incluso revertir, la avalancha de recortes, despidos y abusos patronales que la clase trabajadora está sufriendo desde hace años.



publicado por uon às 11:17 | link do post

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