Quarta-feira, 31 de Outubro de 2012

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http://colectivolibertarioevora.wordpress.com

 

Um grupo de cidadãs e de cidadãos, homens e mulheres, reunidos em Évora, decidiu constituir-se em colectivo de reflexão e de acção como resposta à constante violação e limitação dos seus direitos e liberdades individuais e colectivas, bem como à constante diminuição da qualidade de vida e de perspectivas de futuro que a maioria dos trabalhadores, estudantes, desempregados, reformados ou simplesmente desocupados hoje enfrentamos.

Face à crise generalizada do capitalismo, e depois de morto o modelo das “democracias populares”, que mais não foi do que uma outra forma do capitalismo sobreviver ancorado na ideologia do Estado todo poderoso, é preciso reencontrar alternativas que, aliás, estiveram desde sempre na prática e na teoria dos sectores mais interventivos do movimento social e operário em todo o mundo.

As experiências autogestionárias, de acção directa, baseadas nas assembleias de base, com o mínimo possível de delegação de poderes, assentes no livre pensamento e na absoluta liberdade de organização, preferencialmente em rede e a partir da base, mantêm todo o seu carácter de inovação e de radicalidade.

É preciso voltar a colocar sobre a mesa questões como o poder e as relações de poder; o Estado; o salariato; a luta de classes. Reenquadrar a ecologia no contexto global da espécie humana e não apenas em termos de ambiente. Debater a violência e o pacifismo. Perceber como se pode passar de uma sociedade totalitária, onde o poder político e económico agem apenas em função do lucro e não da satisfação das necessidades do conjunto da humanidade, para uma sociedade assente na fruição e na utilização da imensa capacidade tecnológica hoje existente de modo a acabar com o fosso entre ricos e pobres, entre fartos e esfomeados, entre os que têm acesso à generalidade dos bens de consumo e os que deles estão totalmente excluídos, entre os que detêm o poder e aqueles que são totalmente despossuídos de qualquer grau de influência.

É preciso pensar e perceber o que são os chamados índices de felicidade ou de conforto e de que maneira, cada ser humano, enquanto tal, pode e deve participar, no chamado “banquete da vida”, de que hoje muitos milhões de seres humanos são, logo à nascença, postos à margem.

Queremos perceber também ao detalhe esta sociedade em que nos integramos. Alentejanos e eborenses consideramos ter muitas palavras a dizer no contexto local, fora dos confrontos da política partidária, onde a natureza dos interesses em jogo é quase sempre idêntica e pouco transformadora. Partindo desta nossa realidade sabemo-nos e sentimo-nos cidadãos do mundo, cosmopolitas, e queremos trazer também até ao espaço que habitamos novas experiências, outras ideias, formas diferentes de sonhar o futuro.

Não nos resignamos ao cardápio das ideias feitas, prontas a consumir, no “self-service” partidário. Fiéis à velha máxima da velha Associação Internacional de Trabalhadores de que a emancipação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores ou não o será, consideramos que todos, organizados e intervenientes, temos uma palavra a dizer na condução das nossas vidas e na construção de espaços de encontro e de ruptura com a apatia social e o imobilismo político que parecem caracterizar os dias que correm.

É contra isso que nos batemos e é contra isso que nos vamos bater. A favor de uma vida que valha, de facto, a pena viver. E não a sobrevida que o capitalismo (nas suas mais variadas formas) nos tem para oferecer.

Por tudo isto, prometemos não ficar parados e rasgar novas janelas na imensa planície das ideias e das práticas e convidamos quem esteja de acordo e solidário com este manifesto a juntar a sua à nossa voz.

Colectivo Libertário de Évora

Outubro/2012



publicado por uon às 14:57 | link do post




publicado por uon às 10:45 | link do post

Terça-feira, 30 de Outubro de 2012

http://www.youtube.com/watch?v=cECky3j9E_4&feature=related



publicado por uon às 17:52 | link do post

 

http://www.cnt.es/noticias/metal-madrid-stop-represi%C3%B3n-sindical-en-erion

 



publicado por uon às 17:36 | link do post

O Observatório de Segurança, Criminalidade e Terrorismo (OSCOT) considera "bastante provável" que a contestação social aumente durante a visita da chanceler a Portugal.

As medidas deste governo são duras e violentas só tem criado anti-corpos em relação a essas mesmas medidas por parte dos trabalhadores e desempregados os principais visados do governo.

Não é por vir cá a Merkel que a contestação aumenta ou diminui e se houver violência ele so pode vir das forças que defendem este regime e nunca daqueles que se estão a defender da podridão do estado.

As armas que os trabalhadores tem são as mesmas que usam para dar a riqueza a este país e nada dele beneficiam a não ser uma mísero ordenado e são roubados com mais impostos impostos.

Não é só este governo que tem violentado os trabalhadores, já os anteriores o fizeram, mas agora as pessoas estão mais despertas e acham que a exploração deve ter um fim em si mesmo e avançar para uma nova sociedade.

Também estão a ver que a exploração desenfreada na Grécia não está a surtir efeitos e que não se consegue ver a luz ao fundo do túnel pode chegar cá, ou já está mesmo cá e é preciso fazer algo mais.

 

 

 

 

 

 



publicado por uon às 16:49 | link do post

Santa Filomena

Câmara da Amadora quer despejar dezenas de pessoas na rua

 

O Colectivo Habita e a Comissão de Moradores/as do bairro de Sta. Filomena denunciam e manifestam a sua preocupação com o recomeço das demolições neste bairro. Novamente, as famílias não abrangidas pelo PER começaram a ser chamadas ao atendimento social da Câmara, uma a uma, onde na presença de representantes do ACIDI e da Embaixada de Cabo Verde foram intimadas a abandonarem rapidamente as casas onde vivem. Como nas situações anteriores não lhes foi dada qualquer alternativa de alojamento ou apoio social, condenando-as a viver na rua. A Câmara e o ACIDI assumem que o destino destas famílias, a sua integridade e segurança bem como os seus direitos não têm qualquer importância.

A situação das famílias em causa é preocupante: neste bairro, fora do PER, estão uma centena de agregados familiares. São cerca de 380 pessoas, entre as quais pelo menos 105 crianças e jovens de menos de 18 anos, mais de 80 estão desempregadas, e pelo menos 14 sofrem de invalidez permanente, deficiência ou doença crónica. Muitas famílias são monoparentais, a maior parte compostas por mãe e filhos. A média dos rendimentos é de 250€, 300€ por mês.

É preocupante também o facto de estarmos no Outono/ Inverno, período em que as condições meteorológicas são adversas; assim como a existência de várias crianças que iniciaram o ano escolar e se vêm agora por um processo de despejo que viola os seus mais elementares direitos.

Relembramos que as famílias desalojadas anteriormente não viram até hoje concretizado qualquer tipo de apoio prometido e vivem em condições degradantes, incertas, que não respeitam a sua dignidade e segurança.

Se a autarquia e o governo não têm, ou não querem ter, alternativas de realojamento para as pessoas despejadas cujos rendimentos não lhes permitem arrendar casa no mercado, então é necessário que suspendam as demolições e os despejos em curso. O critério de alojar só as famílias que constam num recenseamento de há 20 anos (PER, 1993) é inaceitável. Se este critério já era injusto e gerador de conflitos no passado, agora, com o país em crise, tudo é pior: os níveis de desemprego e de diminuição de rendimentos não podem ser acompanhados pela intolerável humilhação e indignidade dos despejos sem que se assegure a essas famílias uma alternativa digna. 

25 de Setembro 2012



publicado por uon às 13:54 | link do post

Segunda-feira, 29 de Outubro de 2012

O governo da Guiné-Bissau acusa as autoridades portuguesas de patrocinar um golpe de estado no país e até apresentaram um capitão do exército da Guiné enrolado numa bandeira portuguesa, como forma de humilhação.

Por seu lado o governo português nega, mas a mãozinha de Portas é por demais evidente.

Portugal nunca se conformou com o golpe de estado em plena campanha eleitoral que apeou do poder os partidos reinantes.

Mas é mais que evidente que o governo português tem deslocado forças da marinha para águas da Guiné e não venham dizer que é para recolher portugueses, por mar que melhor são recolhidos por ar.

Se o governo português quer melhorar a vida dos guineenses e portugueses deve começar por retirar a medidas gravosas no orçamento do estado como aumento do IVA, das reformas para os 65 anos, e baixar o horário de trabalho para 25 horas para baixar o desemprego por que não há alternativa.

 



publicado por uon às 15:32 | link do post

Empresários da hotelaria manifestaram-se no interior assembleia de república e foram evacuados á força pela polícia depois da maioria ter rejeitado a proposta de um partido de esquerda de baixar o IVA para 13%, por que estão a matar o sector.

A assembleia era conduzida António Filipe deputado do PCP que não deixou de exercer o seu direito de meter os empresário fora do parlamento, por que se podem manifestar democraticamente através do voto de 4 em 4 anos.

Se a assembleia é a casa da democracia ou da falta dela, também não deveriam ser cometidas as arbitrariedades aprovadas pelos deputados.



publicado por uon às 14:51 | link do post

Quinta-feira, 25 de Outubro de 2012

José Miguel Júdice, defendeu hoje uma revisão da Constituição para permitir despedimentos colectivos no Estado.

Pois claro, já temos 15%desempregados e assim ainda teríamos mais para ajudar á festa.

E Júdice continua "Porque é que o Estado tem museus ou teatros, porque é que os inspectores da ASAE têm de chatear as tasquinhas por causa das casas de banho e não se concentram no que é realmente importante, e porque é que qualquer burocrata neste país tem motorista".

Aqui tem toda a razão qualquer borra-botas do governo ou director no estado ou nas câmaras tem carro com motorista e secretária para lhe dar importância.

Só deviam ter carro o Cavaco, o Passos Coelho, todos os outros ministros secretários de estado e deputados andavam de transporte público se quisessem ou vinham a pé.

O mesmo acontecia nas Câmaras só o Presidente tinha carro.

Aqui o estado ganhava muito dinheiro com gasolinas e manutenção.

 

 



publicado por uon às 16:43 | link do post

http://www.cnt.es/noticias/metal-madrid-victoria-de-la-acci%C3%B3n-directa-en-la-empresa-ullastres

 

Conflito com esta empresa ganho em apenas um dia, após a mesma ter despedido um trabalhador, graças à acção directa.



publicado por uon às 10:48 | link do post

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