Quarta-feira, 31 de Julho de 2013

(Indymedia)

 

 

 

No coração gelado do capitalismo europeu, na fria Copenhagen, Dinamarca, uma comunidade de 10 mil pessoas vive num outro compasso. Cristiania não tem prefeito, não tem eleição e funciona sem governo, sem imposição de leis que controlem a organização social. A lenda da cidade-livre da Dinamarca é real: inspirada no Anarquismo, Christiania resiste há mais de 20 anos, inventando um jeito novo de conviver com os problemas da vida comunitária. Limpeza das ruas, rede de esgoto, manutenção dos serviços básicos, tudo é decidido e feito a partir de reuniões entre os moradores da cidade.

Eles se definem como uma comunidade ecologicamente orientada, com uma economia discreta e muita autogestão, sem hierarquia estabelecida e o máximo de liberdade e poder para o indivíduo. Uma verdadeira democracia popular direta, onde o bom senso e o diálogo substituem as leis. No Brasil, poucos conhecem a história da cidade-livre. O TESÃO vai contar, com exclusividade, a lenda da liberdade.

Christiania começou a escrever sua história em 1971. Foi a partir das idéias de um jornal alternativo, o Head Magazine, que um grupo de pessoas, de idades e classes sociais variadas, decidiu ocupar os barracos de uma área militar desativada na periferia de Copenhagen. Era o início de uma luta incansável contra o Estado. A polícia tentou várias vezes expulsar os invasores da área, mas sem sucesso. Christiania virou um problema político, sendo discutida no parlamento dinamarquês. A primeira vitória veio com o reconhecimento da cidade-livre como um “experimento social”, em troca do pagamento das contas de luz e água, até então a cargo dos militares, proprietários da área. O Parlamento decidiu que o experimento Christiania continuaria até a conclusão de um concurso público destinado a encontrar usos para a área ocupada.

Em 73 houve troca de governo na Dinamarca e a situação de radicalizou: o plano agora era expulsar todos e fechar o local. O governo decretou que a área seria esvaziada até o dia 1º de abril de 1976. Na última hora, o Parlamento decidiu adiar o fechamento de Christiania. A população da cidade-livre tinha se mobilizado para o confronto com o Estado, mas a guerra não aconteceu. O dia 1º de abril tornou-se o dia de uma grande manifestação da Dinamarca Alternativa. Ao longo dos anos, a cidade-livre aprimorou sua autogestão: casa comunitária de banhos, creche e jardim de infância, coleta e reciclagem de lixo; equipes de ferreiros para fazer aquecedores a lenha de barris velhos, lojas e fábricas comunitárias de bicicletas.

A década de 80 foi marcada pelas drogas. Em 82, o governo começou uma campanha difamatória contra Christiania: a cidade-livre era considerada o centro das drogas do Norte da Europa e a raiz de muitos males. A comunidade teve então que organizar programas de recuperação de drogados e expulsar comerciantes de drogas pesadas, como a heroína. O mercado de haxixe continua funcionando normalmente. O governo dinamarquês nunca deixou Christiania em paz, Vários planos foram elaborados visando a “normalização e legalização” da área.

Em janeiro de 92, finalmente um acordo foi assinado. Christiania já tinha mais de vinte anos de independência e provara ao mundo que é possível viver em liberdade. Mesmo com o acordo, o governo ainda tenta controlar a cidade-livre. A resposta veio no ano passado, com o lançamento do Plano Verde, onde os moradores de Christiania expressam sua visão de futuro e que rumos tomar. A lenda de Christiania continua sendo escrita.

Christiania: uma cidade sem governo

Christiania II: Uma Cidade sem Governo Christiania tem provado ao mundo que é possível viver numa sociedade sem autoridade constituída, sem delegação de poder através de mandatos e eleições. A cidade-livre da Dinamarca criou um experimento social definitivo contra a idéia dominante de que a humanidade se auto-destruirá se não existir um controle sobre a liberdade individual.

Os habitantes de Christiania decidiram correr o risco de andar na contra-mão da história. Para eles, o governo, seja lá qual for, e seus mecanismos de administração pública são sinônimos de burocracia, abuso de poder e corrupção.

Vivendo sem a necessidade de leis que controlem a organização social, cada morador da cidade livre tem que fazer sua parte enquanto cidadão e confiar que todos farão o mesmo. É uma nova ética de convivência, baseada na honestidade e na solidariedade.

Em 23 anos de existência, a cidade-livre sempre esteve associada a rebelião contra a ordem estabelecida e experimentando novos meios de democracia e formas de autogestão da administração pública. Christiania se organiza em vários conselhos, onde todos os moradores têm direito a opinar e discutir os problemas comunitários. As decisões não são feitas por votação, mas sim através do consenso. Isso significa que não é a maioria que decide e sim que todos tem que estar de acordo com as decisões tomadas nas reuniões. Às vezes, contam-se os votos somente para se ter uma idéia mais clara das opiniões, mas essas votações não tem nenhum significado deliberativo, não contam como uma solução para os problemas da comunidade. Christiania é dividida em 12 áreas, cada uma administrada pelos seus moradores, para facilitar o funcionamento dos serviços básicos. As decisões tomadas sempre por consenso podem parecer difíceis para nós, brasileiros acostumados ao poder da maioria sobre a minoria (pelo menos, é assim que se justificam os defensores das eleições).

Mas para os habitantes da cidade-livre, o consenso só é impossível quando existe autoritarismo, quando alguém tenta impor uma opinião sem dar abertura para que outras idéias apareçam e até prevaleçam como melhor solução. A experiência tem ensinado aos moradores de Christiania que cada reunião deve discutir só um assunto, principalmente na Reunião Comum, que decide sobre os problemas mais importantes da comunidade. E, contrariando o pessimismo dos que não conseguem imaginar uma vida sem governo institucional, a utopia está dando certo: a vida comunitária de Christiania preserva a liberdade individual e constrói uma eficiente dinâmica de relacionamento social, livre do autoritarismo e da submissão. A cidade-livre vive o anarquismo aqui e agora.

Ação Direta

Os moradores da Christiania fazem questão de ser uma pedra no sapato do capitalismo. Eles não se contentam apenas em incomodar os valores tradicionais da sociedade européia com a vida alternativa que levam. Christiania também desenvolve várias atividades com o objetivo de contestar o sistema capitalista e divulgar as idéias anarquistas.

Durante os primeiros anos, a cidade-livre se tornou conhecida por suas ações no teatro e na política. E quem conseguiu maior sucesso nessa área foi o grupo Solvognen. Uma de suas ações diretas mais famosas foi em 1973, quando a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), uma espécie de braço armado dos Estados Unidos na Europa, realizou um encontro de cúpula em Copenhagen. Inspirados no programa de rádio “Guerra dos Mundos” de Orson Welles, que simulou uma invasão de marcianos colocando em pânico a população norte-americana na década de 40, centenas de pessoas, lideradas pelo grupo de teatro de Christiania, fizeram parecer que um exército da OTAN tinha ocupado a Rádio Dinamarca e outros pontos estratégicos da cidade. A impressão que se tinha era que a Dinamarca estava ocupada por forças estrangeiras. Durante várias horas, o país inteiro ficou em dúvida se a invasão era teatro ou realidade. A ação foi uma dura crítica a intervenção dos Estados Unidos na vida dos países europeus.

O Solvognen também usou a critividade para contestar o comércio da maior festa do cristianismo. Em 1974, o grupo organizou o primeiro Natal dos Pobres da Dinamarca. Milhares de presentes foram distribuídos por um batalhão de Papai Noéis. Detalhe: os presentes eram artigos roubados das lojas de Copenhagen. Resultado: foram todos presos, mas o escândalo ganhou as manchetes dos principais jornais da europa, com fotos de dezenas de Papais Noéis sendo carregados pela polícia. Até hoje o Natal dos Pobres continua sendo organizado como uma tradição e todo ano aproximadamente 2 mil pessoas recebem uma grande ceia em Christiania. Vote Nulo.

Fonte: www.brnpunk.cjb.net/ e www.christiania.org

 

imagens

 

http://www.google.pt/search?q=christiania&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ei=xyb5Ud6YHI2Q7AbimIHIAQ&sqi=2&ved=0CFEQsAQ&biw=1280&bih=914&sei=G



publicado por uon às 15:57 | link do post

Terça-feira, 30 de Julho de 2013

http://sovaitporto.blogspot.pt/2013/07/boicote-ao-minipreco-terrorismo-laboral.html#more

 





publicado por uon às 18:07 | link do post

http://economico.sapo.pt/noticias/o-que-muda-na-funcao-publica-com-o-novo-horario-e-regime-de-qualificacao_174507.html

 

Novo sistema pretende reforçar as competências dos trabalhadores. Mas diploma permite despedimentos com 12 meses de inactividade.

 

Objectivo do governo com este regime despedir trabalhadores.



publicado por uon às 17:58 | link do post

 

http://www.cnt.es/noticias/adra-cnt-desconvoca-la-huelga-en-limpieza-viaria-y-recogida-de-basura-tras-alcanzar-acuerdo



publicado por uon às 17:54 | link do post

Publicação1



publicado por uon às 17:52 | link do post

Segunda-feira, 29 de Julho de 2013

A proposta do Governo sobre o aumento do horário de trabalho no Estado de 35 para 40 horas semanais foi hoje aprovada na especialidade e será objecto, esta tarde, da votação final global.

Enquanto o governo quer aumentar o horário de trabalho aqui nesta banda queremos o abaixamento do horário de trabalho para 25 horas semanais, para dar trabalho aos que não tem, por que de outra forma é impossível baixar o desemprego.

Enquanto uns (governo, partidos, patrões, sindicatos (CGTP/UGT) tudo fazem para obter negócio e só pensam em negócios, nós privilegiamos as pessoas e queremos liberta-las do fardo do trabalho enquanto modo de vida, em suma queremos produzir para viver e não viver para produzir.

 



publicado por uon às 18:02 | link do post

porto

Acção junto ao Minipreço do Porto (foto jornal Público)

 

Na quinta-feira, dia 25, a partir das 19h, realizaram-se acções no Porto, Lisboa, Setúbal e Faro, em solidariedade com os 4 trabalhadores do supermercado Minipreço da Rua Miguel Bombarda (Porto) transferidos por terem aderido à Greve Geral de 27 de Junho. As acções foram convocadas na Internet e realizadas por iniciativa de pessoas solidárias.

 

http://ait-sp.blogspot.pt/2013/07/resumo-das-accoes-de-solidariedade-com.html#more



publicado por uon às 17:49 | link do post

Sexta-feira, 26 de Julho de 2013
Concentração de solidariedade na sede do Minipreço em Lisboa - 25 Julho - 19h. R. Carlos Mardel, 49 - Lisboa (junto ao Mercado de Arroios)

No passado 27 de Junho, 4 trabalhadores do supermercado Minipreço da Rua Miguel Bombarda, no Porto, aderiram à Greve Geral, tendo esta loja permanecido encerrada durante esse dia.

Nos dias seguintes, apesar de todos os trabalhadores terem o direito a fazer greve, a administração do Minipreço resolveu punir estes 4 trabalhadores, transferindo-os para outras lojas da empresa na Maia e em Vila Nova de Gaia e dizendo-lhes que este era o castigo por terem participado na Greve Geral e um exemplo para que os restantes trabalhadores do grupo não façam greve.

A administração do Minipreço, tal como tantas outras entidades patronais neste país, pensa que poderá ficar impune apesar de desrespeitar um direito básico de todos os trabalhadores. Cabe-nos a nós, trabalhadores solidários, demonstrar que não vamos continuar a deixar que os patrões nos pisem, seja no Minipreço ou em qualquer outra empresa.

Apelamos, portanto, ao BOICOTE AOS SUPERMERCADOS MINIPREÇO e a todo o tipo de ACÇÕES SOLIDÁRIAS que façam a administração do Minipreço ceder e reintegrar os trabalhadores transferidos na loja de onde foram transferidos.

Nem mais uma agressão patronal sem resposta!
Unidos e auto-organizados, nós damos-lhes a crise!

 

http://ait-sp.blogspot.pt/2013/07/boicote-aos-supermercados-minipreco.html




Associação Internacional dos
Trabalhadores – Secção Portuguesa
Núcleo de Lisboa

 


publicado por uon às 18:10 | link do post

Quinta-feira, 25 de Julho de 2013
[Ucrânia] Ação Direta: Dois golfinhos são libertados do golfinário de Yevpatoria

[Ucrânia] Ação Direta: Dois golfinhos são libertados do golfinário de Yevpatoria

Comunicado:

Dois golfinhos foram libertos do golfinário de Yevpatoria [cidade turística na Crimeia] como resultado de uma operação especial com equipamento de mergulho. Durante a noite de lua cheia do dia 20 de julho de 2013 nós percorremos 2 km debaixo de água e violamos o perímetro de segurança: Cortamos as redes e entramos nas piscinas de contenção dos golfinhos.

Na hora seguinte cortamos uma grande parte da barreira de perímetro. Os golfinhos incentivaram os nossos esforços com cliques e assobios. Seu apoio nos encheu de alegria e emoção.

Este foi um encontro inesquecível e uma experiência encorajadora para nós. Com nosso trabalho feito, deixamos a área de operação. Aliás, a prisão estava equipada com câmeras de visão noturna, mas os seus olhos vermelhos eram virados para as passarelas e para a plateia. Ninguém esperava que a nossa abordagem fosse por baixo. Assim que os golfinhos receberam o vento da liberdade e o mar aberto, escaparam para o mar noturno.

Frente de Libertação Animal (FLA) – Federação Anarquista Informal (FAI)

Seals on tour

Tradução > Caróu

agência de notícias anarquistas-ana



publicado por uon às 17:36 | link do post

Quarta-feira, 24 de Julho de 2013

Machete o novo ministro do governo é uma velha raposa reaccionária já passou por vários governos e até lider do PSD.

Tem muita experiencia governativa a governar mal em várias pastas desde a justiça até aos negócios estrangeiros foi um passo.

Passou também pelo BPN o banco mafioso que agora estamos todos a pagar.

Portanto também é responsável pelo que lá se passou.

Pires de Lima na economia um dos chefes do CDS é um empresário de sucesso com o esforço dos escravos seus trabalhadores.

Vamos ver quantas empresas vão fechar sobre sua gestão.

Moreira de Silva é um boy do PSD que agora entra na cena dos tachos governativos.

Diz ser especialista em ambiente.

Vamos ver como fica o ambiente depois de sair.

Nada há esperar destes vampiros a não ser um agravamento das condições de vida dos trabalhadores.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por uon às 17:46 | link do post

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