Sábado, 21 de Julho de 2012
Quando morre uma peça do puzzle a "democracia" tenta branquear o fascismo de 48 longos anos e através das televisões que morreu um grande homem do fascismo salazarista.
A falsa democracia precisa destes factos para esconder outros factos que se passam nos nossos dias.
Ele fazia aqueles programas na Tv e toda a gente admirava o seu cunho comunicador e claro está fazia a história à sua maneira.
A nossa história está cheia de incorrecções e se a história for tal qual é descrita e dita então é uma historia muito negra cheia monstruosidades.
 
Falando claro:
 
Segundo os nossos dirigentes e a comunicação social, terá morrido, no dia 20 de Julho de 2012, um «Grande Homem» - José Hermano Saraiva.
Como, por muito que tente, não consigo ignorar nem branquear a nossa História recente, morreu um dos Ministros da Educação de Salazar, anteriormente deputado à Assembleia Nacional e procurador à Câmara Corporativa.
Era Ministro da Educação quando estalou a Crise Académica de Coimbra, em 1969, mais precisamente na manhã do dia 17 de Abril desse ano e que se prolongou até 1 de Outubro de 1969.
Foi decretado «LUTO ACADÉMICO» pela Academia, foram expulsos Professores por apoiarem inequivocamente a luta dos estudantes de Coimbra e também alunos, cujo destino imediato era a Guerra Colonial, a Universidade chegou mesmo a ser encerrada e, no dia 28 de Maio, em Assembleia Magna, foi votada a "Greve a Exames". O jardim da A.A.C. foi palco de convívios culturais, que contaram com a presença sempre solidária de Zeca Afonso, Rui Pato e outros. José Afonso deixou uma mensagem: "Lembra-te que o dia de amanhã é o dia de hoje que tu ontem tanto temias".
Ao contrário do que o próprio Prof. Hermano Saraiva disse em entrevista +/- recente, enquanto Ministro da Educação de Salazar teve uma enorme responsabilidade na brutal e violenta repressão de que foram alvo os estudantes e até a população de Coimbra que os apoiou.
Em 30 de Abril de 1969, o Ministro José Hermano Saraiva condenou a revolta estudantil através de uma emissão da RTP, na qual, em jeito de remate, não deixou margem para dúvidas quanto ao seu envolvimento na repressão bárbara, da qual resultou um elevado número de estudantes e populares feridos e, se a memória não me atraiçoa, pelo menos um estudante morto, vítima de "disparos feitos para o ar" que o atingiram na cabeça.
Disse então o iluminado Prof. J. Hermano Saraiva na RTP: «... Pois esta situação tem de terminar imediatamente... espero que este meu apelo seja ouvido. Mas não é com uma vaga esperança que concluo. É com uma certeza. A de que a ordem vai ser restabelecida na Universidade de Coimbra».

Para muitos, mais jovens, o Prof. Hermano Saraiva será lembrado como o historiador, homem culto, que em programas televisivos visitou cidades, vilas, aldeias e lugarejos, contando a história desses sítios, invocando lendas, etc.

Pela parte que me toca, vi-o por vezes na televisão, naquela pose de democrata convicto (que trabalheira tiveram os alfaiates deste país a "virar casacas" a seguir à Revolução dos Cravos), mas será sempre por mim lembrado como o Fascista, Ministro da Educação de Salazar entre 1968 e 1970.

MJA


publicado por uon às 16:43 | link do post

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