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LIBERDADE E BEM ESTAR

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Galiza:CIG lança trabalhadores contra trabalhadores

09.04.08, uon

Comentário:

Segundo Confederação Intersindical Galega, trabalhadores portugueses estão a emigrar para Galiza a preços de saldo, e os empresários galegos querem os portugueses por que trabalha mais, ganham menos e não reclamam.

A culpa é dos sindicatos portugueses CGTP/UGT que andam sempre nos gabinetes a negociar a exploçação laboral dos trabalhadores e os trabalhadores ficaram sem consciência de classe e não reivindicam nas suas empresas e quem ganha com isso, são patrões portugueses e agora galegos.

Mas a CIG também negoceia a exploração laboral na Galiza e querem ser eles a comandar essa tarefa e não deixa de ser caricato lançar trabalhadores galegos contra trabalhadores portugueses quando são todos trabalhadores e quem ganha são os empresários sem escrúpulos.

 

Noticia da imprensa oficial

Os sindicatos galegos anunciaram hoje que vão esperar dois meses para que a Autoridade para as Condições de Trabalho, em Portugal e Espanha, termine com o dumping salarial na construção civil na Galiza.

 

Depois, segundo disse à agência Lusa o presidente da Confederação Intersindical Galega (CIG), avançam para «greves e manifestações de rua».

«Se daqui a dois meses as autoridades portuguesas e espanholas não tomarem medidas para acabar com a exploração dos trabalhadores da construção civil na Galiza, as greves e as manifestações de rua vão começar», sustentou Xosé Melon, presidente CIG.

O responsável sindical frisou que «os trabalhadores portugueses ganham menos, trabalham mais e não reclamam».

A «vontade de trabalhar» demonstrada pelos portugueses está a causar, segundo Melon, problemas no sector da construção civil galega.

«Os patrões preferem os portugueses em vez dos galegos porque só pensam no lucro», disse, explicando assim o «dumping salarial» ou o «abaixamento dos salários pagos na construção».

Xosé Melon disse que «a situação piora de dia para dia» e que estão a chegar «cada vez mais portugueses à Galiza para trabalhar de qualquer forma, pondo em risco os direitos adquiridos pelos trabalhadores locais».

Uma delegação de sindicalistas da Galiza, juntamente com o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e Madeiras do Distrito de Braga, reuniu, hoje á tarde, em Guimarães, para debater a Emigração/Imigração entre o Norte de Portugal e a Galiza.

De acordo com os números oficiais da Junta da Galiza, estão legalmente a trabalhar naquela região catorze mil operários da construção civil portugueses.

«Os trabalhadores portugueses são invisíveis, a maioria vive em contentores junto às obras, trabalham sem horário, sem férias e sem direitos», salientou Xosé Melon.