Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

LIBERDADE E BEM ESTAR

LIBERDADE E BEM ESTAR

RTP cala membros dos Precários Inflexiveis

30.04.08, uon

Mais uma vez se prova que as televisões e jornais estão ao serviço de quem nos explora e nos lixa.

A RTP faz o programa "Prós e Contra" mas os seus intervenientes são pessoas que já passaram pelo o poder e só lá vão fazer propaganda das virtualidades do capital e falar de economicismo que é sempre para o lado dos mais fracos.

Pessoas que tenham ideias diferentes desses senhores são pura e simplesmente silenciados e ocultados como foi o caso do João Pacheco.texto em baixo)

Neste programa só lá vão ministros ou ex. ministros professores universitários políticos de todos os quadrantes de vez em quando.

A RTP está ao serviço do P"S" e do governo de Sócrates que está a enterrar este país e usa e abusa dos orgãos de informação para levar avante a sua política neoliberar e tornar cada vez mais difícil a vida dos trabalhadores.

 

 

Texto retirado do jornal Mudar de Vida

 

Precarios e recibos verdes silenciados no Programa Pós e Contra

A precariedade é uma bomba-relógio social que acabará por rebentar nas mãos dos que dela se aproveitam

João Pacheco, jornalista, membro dos Precários-Inflexíveis - Quarta-feira, 30 Abril, 2008
precarios_72dpi.jpgFoi divertido ir ao programa “Prós e Contras” de segunda-feira. Passo a explicar: fui convidado a ir ao dito programa, para falar em nome dos Precários-Inflexíveis. Quando cheguei ao local (Casa do Artista, na Pontinha) conduziram-me aos camarins e disseram-me, numa escada de acesso, que afinal não iria falar. Havia muita gente para intervir e a apresentadora teria decidido que falaria apenas um dos representantes de um dos movimentos anti-precariedade, no caso o movimento FERVE (Fartos/as d’Estes Recibos Verdes).

Naquele momento ou desistia e ia para casa, ou tentava intervir no programa. Perdera muito tempo a preparar-me, em prejuízo do meu trabalho, e havia gente com expectativa no que eu iria dizer. Fazer de jarra decorativa é que não me pareceu aceitável. Combinei com o representante do FERVE que, mal ele acabasse de falar, me passaria a palavra e o microfone, dizendo que falaria eu do MAYDAY, a segunda parada anual anti-precariedade. Eu só queria dizer, em poucos segundos, uma data (1 de Maio), uma hora (uma da tarde) e um ponto de encontro (Largo Camões).

O representante do FERVE falou e saiu do auditório pouco depois, porque foi ignorado pelos convidados e pela apresentadora, não tendo ninguém respondido às questões que colocou. E eu fiquei à espera de pé, com o microfone na mão. Longos minutos. Até que me convidaram a sair e abandonei o programa acompanhado por outros membros do PI.

A apresentadora ainda teve tempo para mentir, dizendo que eu não fora convidado. Enfim, que dizer? O que se passou apenas mostra que movimentos como o FERVE e o PI estão a tornar-se incómodos, porque o que dizemos tem cada vez mais eco. A precariedade é uma bomba-relógio social que acabará por rebentar nas mãos dos que dela se aproveitam.

Seremos muitos a mostrar que não nos calamos, seremos muitos a mostrar como fazemos a luta e a festa ao mesmo tempo: no dia 1 de Maio, a partir da uma da tarde, no Largo Camões, em Lisboa.