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LIBERDADE E BEM ESTAR

LIBERDADE E BEM ESTAR

Para quando uma organização sindicalista?

12.05.08, uon

A questão da legalização de organização sindical e laboral em Portugal está um bocado desacreditada.

Tem havido várias tentativas ao longo dos anos para fundar um sindicato de raiz libertária ou anarquista, mas a divisão entre grupos tem dividido a organização.

A seguir ao 25 de Abril os velhos companheiros exilados que chegaram a Portugal depararam-se com algumas dificuldades por as condições serem um bocado difíceis, face às leis entretanto aprovados pelos governos provisórios declaradamente controlados pelo Partido Comunista.

De entre outras tentativas em anos anteriores surgiu um grupo de companheiros que criou uma secção da AIT em Portugal que se propunha catalisar e fazer renascer um sindicato que pudesse ser a alavanca para nova central sindical revolucionária mas esse projecto não passou do papel devido a dificuldades e esta secção encontra-se neste momento sem rumo.

Depois nasceu a ACINTERPRO (Associação de Classe Interprofissional) com pessoas de vários quadrantes e também queria legalizar um sindicato, mas devido a divergências e controlos de elemento(s) parte de companheiros com afinidades com a  CGT-espanhola está tentativa saiu furada por má condução dos destinos da organização.

Neste momento a situação encontra-se parada, mas pronta a arrancar caso haja possibilidades e para tal basta um ligeiro apoio de pessoas que se comprometam a tal trabalho.

Se em Portugal há origens sindicais muito bem sucedidas e temos história de organizações que vingaram como a velha UON (União Operária Nacional) e a velha CGT (Confederação Geral do Trabalho)  e que conseguiram alguns éxitos em lutas contra a exploração a opressão com militantes destacados Manuel Joaquim de Sousa, Emídio Santana, Mário Castelhano, Neno Vasco e muitos outros que deram a vida por ideal de libertação do homem, não se percebe que hoje haja companheiros que não queiram ser os continuadores destes velhos sindicalistas anarquistas.

Em Portugal toda a gente se "une" para organizar "Feiras do Livro" "Redes Libertárias" etc, etc. mas para organizar um sindicato onde se possam defender os próprios anarquistas que trabalham, ninguém está disponível e preferem fazer o frete aos sindicatos reformistas da CGTP/UGT.

É triste que os opositores do sindicalismo anarquista sejam os próprios anarquistas e quando assim é bem podem estar nas "sete quintas" a burguesia os reformistas e os autoritários.