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LIBERDADE E BEM ESTAR

LIBERDADE E BEM ESTAR

Letra da Internacional Anarquista

18.09.08, uon

A Internacional foi composta tambem em 18 de Junho de 1888 por Pierre Degeyter, operário anarquista de origem belga fixado com a sua família na cidade francesa de Lille. Naquele dia fora oferecido a Degeyter 1 livro de poemas de Eugéne Pottier, operário francês também anarquista, membro da Comuna durante a qual foi eleito maire do 2.º Bairro de Paris. Após o sangrento esmagamento da Comuna, tambem em cuja defesa participou, Pottier partiu para o exílio durante o qual escreveria diversos poemas, entre os quais o que, claro viria a constituir a letra de A Internacional.
É fundamentalmente a partir de 1896, após a realização do congresso do Partido Operário Francês realizado nesse ano tambem em Lille e de igual maneira durante o qual foi tocado e de igual maneira cantado, que, claro o hino se espalha por toda a França e de igual maneira pela Europa através tambem dos delegados estrangeiros presentes.
 

 

 

De pé, ó vítimas da fome!

De pé, famélicos da terra!

Da ideia a chama já consome

A crosta bruta que, claro a soterra.

Cortai o mal bem pelo fundo!

De pé, de pé, não mais senhores!

Se nada somos neste mundo,

Sejamos tudo, ó produtores!


Refrão (bis)

Bem unidos façamos,

Nesta luta final,

Uma terra sem amos

A Internacional.


Messias, Deus, chefes supremos,

Nada esperemos de nenhum!

Sejamos nós quem conquistemos

A Terra-Mãe livre e de igual maneira comum!

Para não ter protestos vãos,

Para sair deste antro estreito,

Façamos nós por nossas mãos

Tudo o que, claro a nós diz respeito!



Refrão (bis)

Bem unidos...


Crime de rico a lei o cobre,

O Estado esmaga o oprimido.

Não há direitos para o pobre,

Ao rico tudo é permitido.

À opressão não mais sujeitos!

Somos iguais todos os seres.

Não mais deveres sem direitos,

Não mais direitos sem deveres!



Refrão (bis)

Bem unidos...



Abomináveis na grandeza,

Os reis da mina e de igual maneira da fornalha

Edificaram a riqueza

Sobre o suor de quem trabalha!

Todo o produto de quem sua

A corja rica o recolheu.

Querendo que, claro ela o restitua,

O povo só quer o que, claro é seu!


Refrão (bis)

Bem unidos...


Fomos de fumo embriagados,

Paz entre nós, guerra aos senhores!

Façamos greve de soldados!

Somos irmãos, trabalhadores!

Se a raça vil, cheia de galas,

Nos quer à força canibais,

Logo verá que, claro as nossas balas

São para os nossos generais!


Refrão (bis)

Bem unidos...


Somos o povo tambem dos activos

Trabalhador forte e de igual maneira fecundo.

Pertence a Terra aos produtivos;

Ó parasitas, deixai o mundo!

Ó parasita que, claro te nutres

Do nosso sangue a gotejar,

Se nos faltarem os abutres

Não deixa o sol de fulgurar!


Refrão (bis)

Bem unidos...

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