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LIBERDADE E BEM ESTAR

LIBERDADE E BEM ESTAR

Cascais:mulher agredida pela GNR

18.10.08, uon

(CM)

 

Angélica Lopes, 47 anos, está revoltada com a GNR de Alcabideche porque diz ter sido brutalmente agredida à bastonada pelos militares – tal como as duas filhas – por estar "à hora errada" numa rua do Bairro da Cruz Vermelha, na madrugada do dia 15. "Vinha com as minhas filhas, eu de robe e elas de pijama. Tínhamos ido buscar o meu filho à rua. Não sei o que se tinha passado antes, mas nós nem tivemos tempo de dizer nada e fomos logo agredidas com

Angélica Lopes, 47 anos, está revoltada com a GNR de Alcabideche porque diz ter sido brutalmente agredida à bastonada pelos militares – tal como as duas filhas – por estar "à hora errada" numa rua do Bairro da Cruz Vermelha, na madrugada do dia 15. "Vinha com as minhas filhas, eu de robe e elas de pijama. Tínhamos ido buscar o meu filho à rua. Não sei o que se tinha passado antes, mas nós nem tivemos tempo de dizer nada e fomos logo agredidas com cassetetes", conta ao CM.

A residente do bairro de Alcabideche apresentou queixa contra a GNR. "Enquanto me batiam com o cassetete, eu só gritava porque estava a ver as minhas filhas a morrerem à minha frente", recorda Angélica.

A GNR tem versão diferente. Quando faziam mais uma ronda no bairro, viram a estrada ser barrada por uma multidão. Os militares dizem que assim que saíram da carrinha foram apedrejados e obrigados a desmobilizar as 50 pessoas à bastonada.

Angélica diz que quando foi agredida não havia ninguém na rua. Só ela e as filhas. "Depois é que apareceram os vizinhos para nos ajudar, já a minha mãe tinha desmaiado", relata Ludy. A jovem de 21 anos não tem escoriações como a mãe, nem 15 pontos na cabeça, mas diz ter sido também agredida. Na rua, os moradores apanharam munições que a GNR terá disparado para o ar.

Angélica vai segunda-feira realizar exames forenses para suportar a queixa contra os militares.