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LIBERDADE E BEM ESTAR

LIBERDADE E BEM ESTAR

Junta médica manda trabalhar de canadianas

01.02.08, uon
Este é só mais um caso de como as juntas médicas são para humilhar os trabalhadores que não podem trabalhar.
Parece caricato um trabalhador apresentar-se a uma junta médica de canadianas e os médicos não verem que o homem não pode trabalhar sem as mesmas.
Um trabalhador cantoneiro trabalhava com uma varredora mecância apresentou-se no serviço da ADSE do Centro, para avaliação médica e a junta considerou que o mesmo devia ficar em serviço moderados, no seu local de trabalho.
O presidente da Câmara de Santa Comba Dão teve uma atitude muito mais sensata e mandou o trabalhador para casa com o ordenado por inteiro. por o homem não estar em condições para trabalhar.

Carta de Buiça antes de morrer assassinado

01.02.08, uon


Carta de Buiça-antes de morrer assassinado
Apontamentos indispensáveis se eu morrer.

Manuel dos Reis da Silva Buiça, viúvo, filho de Abílio Augusto da Silva Buiça e de Maria Barroso, residentes em Vinhaes, concelho de Vinhaes, districto de Bragança. Sou natural de Bouçoaes, concelho de Valpassos districto de Villa Real (Traz-os-Montes), fui casado com D. Herminia Augusta da Costa Buiça, filha do major de cavalaria (reformado) e de D. Maria de Jesus Costa. O major chama-se João Augusto da Costa. Viúvo, ficaram-me de minha mulher dois filhos a saber: Elvira que nasceu em 19 de dezembro de 1900, na rua de Santa Martha numero ... rez do
chão e que não está ainda baptisada nem registada civilmente por motivos contrarios da minha vontade; e Manuel que nasceu em 12 de Setembro de 1907 nas Escadinhas da Mouraria numero quatro, quarto andar, esquerdo e foi registado na administração do primeiro bairro de Lisboa no dia onze de outubro do anno acima referido. Foram testemunhas do acto Albano Jose Correia, casado empregado no commercio e Aquilino Ribeiro, solteiro, publicista. Ambos os meus filhos vivem comigo e com a avó materna nas Escadinhas da Mouraria n. 4, 4.º andar, esquerdo. Minha familia vive em Vinhaes para
onde se deve participar a minha morte ou o meo desapparecimento caso se deam [sic]. Meus filhos ficam pobrissimos; não tenho nada que lhes legar senão o meu nome e o respeito e compaixão pelos que soffrem. Peço que os eduquem nos principios de liberdade, egualdade e fraternidade em que eu comungo e por causa das quaes ficarão, porventura, em breve, orfãos.

Lisboa 28 de Janeiro de 1908 Manuel dos Reis da Silva Buiça

P.S. Reconhece a minha assinatura o tabelião Motta, rua do Crucifixo - Lisboa Selo de imposto no valor de 100 reis/1908

Reconheço

Este documento foi retirado do site da Fundação Mário Soares
 

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