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LIBERDADE E BEM ESTAR

LIBERDADE E BEM ESTAR

França:solidariedade com activistas presos

03.12.08, uon

 

(mail recebido)

 

No passado dia 11 de Novembro, depois duma operação policial com 150 policiais antiterroristas, 1 helicóptero, muito caos, (e também dezenas de jornalistas), foram detidas vinte pessoas em quatro locais da França (Paris, Rouen, no Este, e numa pequena aldeia do centro chamada Tarnac, onde algumas delas moram numa quinta comunitária), tendo ficado 10 em detidos para interrogatórios. Presentemente 9 pessoas estão a ser acusadas, sem provas, de "associação de malfeitores" e "terrorismo" por alegadas sabotagens nas linhas do T.G.V, permanecendo duas em prisão preventiva.

 

O facto de serem acusados de "terrorismo" faz parte de uma estratégia estatal para os isolar e os separar do resto da sociedade. Quem deseja apoiar pessoas que querem espalhar o terror? É, também, uma maneira de alimentar o medo estrutural relativamente ao mundo do Capital. "Não tenham medo dos terroristas (ou dos imigrantes, dos jovens, dos sem tecto…), estamos aqui para vos proteger", diz o Estado. Nos tempos actuais, quando a democracia já não faz sonhar muita gente, perante a ideia de que o principal objectivo da vida seja trabalhar e comprar mercadorias - o que já vem sendo questionado tanto na teoria como na prática - onde a crise não só económica mas também ecológica, ética, social parece cada vez mas incontrolável, o Estado têm de manter apertar o controlo das pessoas à sua volta.

 

Apelamos a que manifestem a vossa solidariedade da melhor forma que queiram. Podem também enviar dinheiro, ideias de cartazes, e tudo que possa ser útil ao comité de apoio que se criou em Tarnac, entre os moradores da aldeia (www.soutien11novembre.org). Sobretudo falai sobre este caso para fazer saber o mais alargadamente possível o que aconteceu e o que ameaça cada pessoa que não se resigna a sobreviver mas sim que quer viver, com tudo o que essa palavra implica. Podeis ainda contribuir para que se exerça uma pressão internacional (com efeito, já existe um comité de apoio na Bélgica e outro nos Estados Unidos, na Rússia e na Suíça) sobre o Estado francês, ao menos enviando e-mail ou um postal ao consulado ou á embaixadora francesa local.

 

Criámos já um e-mail para os contactos com interessad@s aqui em Portugal solidariedade11novembro@gmail.com

 

Porto:solidariedade com os activistas sociais

03.12.08, uon

"COMUNICADO AOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

No próximo dia 5 de Dezembro (sexta-feira) quatro activistas sociais membros das associações imigrantes ESSALAM (magrebinos), AACILUS (afro-brasileiros) e duas associações portuenses que apoiam os imigrantes, a Terra Viva-Associação de Ecologia Social e a MUSAS, vão a julgamento, pelas 09.00 h., no tribunal do Bolhão, no Porto, acusadas de “difamação agravada” ao SEF –Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.

O caso reporta-se a Junho de 2006, quando estas associações e outras (S.O.S.Racismo e CNLI, entre outras) , fazendo eco da denúncia feita por elementos da comunidade paquistanesa do Porto, convocaram uma conferência de imprensa e uma manifestação de luto, endossando aos serviços do Porto do SEF a “responsabilidade moral” pelo suicídio do trabalhador imigrante paquistanês Ahmid Hussein, a viver havia cinco anos em Portugal, em estado de depressão depois de ver o seu pedido de renovação de autorização de residência recusado naqueles serviços por não perfazer o rendimento mínimo anual exigido (então, cerca de 5 400 euros).

No fim do ano de 2006, os elementos dos corpos directivos das associações supracitadas seriam alvo de um processo por parte do SEF -na pessoa do responsável dos serviços do Porto, entretanto demitido - acusados de “difamação agravada”, sendo responsabilizados pelo teor tanto dos comunicados anunciadores da conferência de imprensa como da manifestação de luto, decididos em reuniões assembleárias com elementos das várias associações envolvidas, imigrantes e portugueses com eles solidários.

Acreditando que este processo aos quatro activistas sociais faça parte de uma estratégia visando atemorizar os trabalhadores imigrantes em Portugal e aqueles que com eles se solidarizam na defesa dos seus direitos humanos, para que, ao contrário do que os discursos oficiais anunciam ( “os imigrantes são bem vindos”, é desejável a sua “integração social crítica”, etc...), esses direitos sejam cada vez mais limitados e burocraticamente dificultados e inviabilizados, as associações envolvidas neste processo desejam deixar claro à opinião pública que não se calarão perante quaisquer ameaças e atropelos à dignidade e aos direitos humanos mais elementares dos imigrantes , nomeadamente daqueles cuja existência diária, tal como a de tantos portugueses, vai sendo cada vez mais precária e difícil.

Para mais informações, convidamos os órgãos de comunicação social para uma CONFERÊNCIA DE IMPRENSA a realizar pelas 14.00 horas do próximo dia 3 de Dezembro (quarta-feira) na sede da associação TERRA VIVA!AES , Rua dos Caldeireiros, 213 PORTO (à Cordoaria).

Anarquistas e o anarquismo

03.12.08, uon

Em Portugal os "anarquistas" são muito originais e cada um à sua maneira.

Quando a ministra de inducação diz que ainda é anarquista então o anarquismo português bateu no fundo.

Lourdes Rodrigues passou pelo Centro de Estudos Libertários-CEL, nessa altura era libertária e diz quem a conheceu que era muito prática.

No dia em que aceitou fazer parte do governo de Sócrates deixou de ser anarquista, para passar a ser outra coisa qualquer-tudo menos anarquista.

A sua prática autoritária em relação à politica educativa em particular na questão da avaliação dos professores, revela que aprendeu bem a lição salazarista e negra de Sócrates.

Em Portugal, os anarquistas não querem associar-se ou organizar-se, coisa que é a essência do anarquismo é a associação e a organização.

A coisa partiu mal desde o regresso dos velhos anarco-sindicalista, após o 25 de Abril que nunca conseguiram impor-se e formar uma associação que ressuscitasse a velha CGT, que tanta falta nos faz, e para bem dos patrões e do capital e para mal dos trabalhadores que não tem ninguém que lute  ( por eles) conjuntamente com eles.

Em Portugal já houve tentativas de legalizar uma associação a última das quais a AC-INTERPRO que não chegou a ver a luz do dia por erros e omissões, etc.

Também houve a tentativa para legalizar uma secção da AIT com o nome de Associação de Ofícios Vários e depois foi dado o dito por não dito e foi tudo por água abaixo.

Agora dá-se ténues passos para criar alguma coisa. mas com a Rede Libertária está a trabalhar e a isolar companheiros como na última reunião do Porto, que foi uma vergonha, não vamos a lado nenhum.

Há muita gente no anarquismo que tem práticas autoritárias e aconselhava-se um curso de riciclagem de anarquismo para resolver esses problemas.

Uma coisa é certa ou somos sérios ou não somos, ou somos solidários uns com os outros e vamos construir  alguma séria,  que seja uma alavanca por uma sociedade anárquica, ou continuamos a brincar ao anarquismo e ás associações.

 

 

 

Itália:USI-AIT declara greve geral-12 Dezembro

02.12.08, uon

A USI-AIT União Sindical Italiana declarou promover greve geral para dia 12 Dezembro em torno dos seguintes prosupostos:

 

www.usi-ait.org

 

(Em  lingua Italiana)

 

- contro  la Finanziaria, i tagli e la privatizzazione di scuola e Università, per la cancellazione della legge 133 e della 169 (ex-decreto Gelmini); per dare più sicurezza, più  istruzione e  prospettive  reali a tutti i giovani;
- per  forti aumenti salariali e pensionistici;
- contro la precarietà e per l'abolizione delle leggi Treu e 30;
- contro la strage permanente nei luoghi di lavoro e per forti investimenti nell’ambito della sicurezza sul lavoro;
- contro le norme per limitare/impedire il diritto di sciopero;
- contro ogni norma tesa a favorire condotte discriminanti nei confronti dei migranti a partire dal legame tra contratto di lavoro e permesso di soggiorno'';
- per la restituzione delle sedi dell’Unione Sindacale Italiana espropriate dal regime fascista;
- contro la privatizzazione dei profitti e la socializzazione delle perdite (Alitalia, Fiat ecc.);
- contro tutte le spese militari e di qualunque forma di intervento militare mascherato da aiuto umanitario.
 
Durante lo sciopero generale saranno garantiti i servizi minimi essenziali.

 

Alcântara e a muralha de aço

02.12.08, uon

A polémica em torno da muralha de  contentores em Alcântara que a empresa Liscont que introduzir está ao rubro.

Por um lado temos defensores dos contentores, em que estão a empresa Liscont,  o governo e a Câmara de Lisboa, que a pretexto do desenvolvimento da cidade e do país querem (im)por uma muralha de contentores que colide com os sentimentos ambientais e paisagísticos da cidade.

Por outro está um movimento contra os contentores que rejeita este cenário de introdução de mais contentores no local, por que fere gravemente a paisagem e a vista com o rio.

Uma pessoa que visite o local hoje vê que existe uma muralha de contentores com uns 10 metros numa grande extensão de pelo menos 500 metros.

Segundo o projecto prevê ainda o aumento em altura como em cumprimento, assim como o seu alargamento com demolição de vários pavilhões existentes.

Nesta sociedade dá-se mais primazia aos desenvolvimento económico e aos negócios e em que esse mesmo desenvolvimento não é repartido por todos equitativamente, mas só para alguns.

Todos os dias ouvimos que o país A ou B cresceu mais ou cresceu menos o seu PIB mas esse PIB, está injustamente mal distribuído e enquanto uns têm tudo outros não têm nada.

O desenvolvimento é inimigo da ecologia, por que se produz não em função das necessidades, mas em função do lucro e esse lucro é para o capital e para os patrões.

Qualquer dia teremos um mundo destruído  e em risco de extinção de algumas espécies marinhas e terrena incluindo a especie humana.

Por isso não basta lutar só contra os contentores, mas a luta deve ser pela preservação da natureza, contra a invasão do betão e pela produção em função das necessidades e não viver para produzir.

PCP: o reformismo continua

01.12.08, uon

Terminou o Congresso do PCP que reuniu em Lisboa, com mais de mil delegados oriundos das diversas regiões do país.

Jerónimo de Sousa foi eleito lider máximo do PCP.

Foi eleito o novo comité central com menos elementos que o anterior.

A comissão politica foi também eleita com uma reduçao de membros.

Assistiram ao congresso delegações do PSD, PS e BE.

O congresso terminou sob o signo da unidade do partido que já não tinha  "unidade" à alguns anos.

A politica essa continua a ser a mesma. centrada na  luta contra o governo do PS e também con incursões contra o PSD e contra o BE.

O PCP há muito que deixou de ser um partido antipoder tirando o tempo em que desenvolveu a sua actividade na clandestinidade, contra o regime salazarista.

Neste momento encontra-se fortemente enfeudado á  esta democracia e é poder em muitas autarquias, em que as diferenças com os partidos da chamada direita PS, PSD, CDS, não assim tão significativas, e não se nota grandes diferenças, inclusive encontra-se coligado em algumas autarquias com a  Direita/PSD.

É muito comum encontrar-se nas autarquias do PCP, trabalhadores com contratos a prazo, sendo o PCP um ferveroso "inimigo" destas situaçoes.

O PCP diz que será governo quando povo quiser , pois claro, quando o povo votar no partido será seu governante, mas, como seria um governo do PCP?

Não seria um governo ditatorial de partido único como existe na China ou Coreia do Norte fiquem descansados os mais mais ferverosoas anti-comunistas,  por que estamos na Europa, mas não seria muito diferente do governo PS, a não ser que rompesse com o regime que nos leza a todos, nos sectores do Trabalho, Saúde, Educação e da Repressão, mas isso, o PCP não está interessado em fazer, prefere  fazer brilhantes discursos que não passam de reformismo balofo.

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