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LUTA ENTRE CLASSES

LUTA ENTRE CLASSES

Quantas vezes já foi fundado e refundado o Estado e nada resulta?!

31.10.13, uon

Portas descobriu a pólvora na sua celebre "reforma do estado" com o despedimento de 300 mil funcionários públicos, para depois pagar melhor aos que ficam. Essa é forte!

Então, e o que é que vai fazer aos 300 mil trabalhadores do Estado? Vai matá-los a todos ou simplesmente faze-los desaparecer.

Portas, será o maior assassino de todos os tempos por que consegue livra-se de tanta gente sem deixar rasto.

Diz Portas, "não é favorável nem à estatização nem ao Estado mínimo. A política é um exercício do possível. O que queremos é um Estado melhor."

Quantas vezes já foi fundado e refundado o Estado e nada resulta e não funciona por que parte de premissas falsas e só se aguenta com base na repressão.

Ao contrario de nós queremos passar a certidão de óbito ao Estado por ele está mal organizado, é repressivo e ladrão e queremos troca-lo por uma nova sociedade onde todos possam dar respostas para uma sociedade livre, sem opressores nem oprimidos, pela autogestão pela auto organização.

 

 

 

Dois pesos duas medidas

30.10.13, uon

Empresário foi morto por ex.trabalhador e o tribunal deu-lhe uma pena de 18 anos.

Até aqui não há novidade. Matou foi condenado a uma pena excessiva ou não.

Ninguém faz ou assina petição para a sua libertação.

Um GNR mata uma pessoa (criança cigana por sinal) fazem logo petição para libertar o GNR.

Dois pesos duas medidas.

 

FARC LIBERTAM SOLDADO USA APANHADO A COMBATER NA COLOMBIA

30.10.13, uon

LIBERACIÓN DE KEVIN SCOTT SUTAY

La Habana, Cuba, sede de los diálogos de paz, octubre 28 de 2013.

Comunicado
La Delegación de paz de las FARC-EP, informa:

1. Que el veterano de guerra estadounidense, KEVIN SCOTT, ha sido liberado unilateralmente por las FARC en un lugar del río Inírida, en las selvas del Guaviare, Colombia. El ciudadano norteamericano fue entregado, en la mañana del 27 de octubre, a una misión humanitaria integrada por el CICR, los países garantes en la mesa delos diálogos de paz, Noruega y Cuba, y un representante del gobierno colombiano.

2. El gesto de paz de la organización insurgente había sido postergado por la intransigencia del gobierno de Juan Manuel Santos al no permitir durante meses la intermediación humanitaria, primero, de la ex senadora Piedad Córdoba, y luego, del Reverendo Jesse Jackson. Sin duda, en la concreción de esta liberación, jugó papel decisivo la determinación del Departamento de Estado de los Estados Unidos.

3. Agradecemos al CICR, a los gobiernos de Cuba y de Noruega, sus buenos oficios para que Kevin Scott pudiera reencontrarse con los suyos en su propio país. Noruega y Cuba actuaron con la misma eficacia y discreción que los distingue como garantes en los diálogos de paz que se escenifican en La Habana entre el gobierno de Colombia y las FARC-EP. Nuestro reconocimiento también a Piedad Córdoba y a Jesse Jackson.

4. Aspiramos que esta decisión unilateral de las FARC, que no exigió nada a cambio, ejerza influjos positivos en el avance de los acuerdos de paz.

DELEGACIÓN DE PAZ DE LAS FARC-EP

 

RETIRADO  DAQUI: http://cedema.org/ver.php?id=5904

Por greve geral activa e revolucionária

30.10.13, uon

 

Carlos Silva  da UGT “se é verdade que todos querem ver a ‘troika’ fora do país, algumas das medidas terão forçosamente de ser implementadas”, e afasta greve nos tempos mais próximos.

Como, não ouvimos bem. Então, tem de ser implementadas por quê?

O governo se não sabe governar, que saía.

Isto só quer dizer que a UGT está próxima de trair os trabalhadores com essas falinhas mansas da concertação social.

Isto só com uma greve geral activa e revolucionária que é a forma de sempre que o trabalho tem, para fazer recuar o governo e demitir a sua politica de cortes que só empobrecem os trabalhadores, reformados e povo em geral.

 

 

CDU coliga-se com PSD em Loures

29.10.13, uon

 

O social-democrata Fernando Costa, eleito vereador pela coligação Loures Sabe Mudar, disse hoje que vai assumir o pelouro dos serviços jurídicos no executivo municipal liderado pelo comunista Bernardino Soares.

Tanto que Jerónimo de Sousa tem dito mal do governo (e bem) e agora vai fazer uma aliança com o PSD na Câmara de Loures.

É histórico estes acordos do PCP com a direita PSD nas câmaras e juntas mas para o governo não funciona.

É que numa câmara podem-se juntar os dois que ninguém dá por nada, agora no governo ia dar bastante polémica.

GNR matou tem de ser condenado

28.10.13, uon

Um militar da GNR que estava a ser julgado pelo homicídio de um menor de 11 anos, no seguimento de uma perseguição policial a assaltantes, em Santo Antão do Tojal, foi condenado a nove anos de prisão, na passada quinta-feira, no Tribunal de Loures.

O PNR em comunicado diz que é um absurdo esta condenação.

 

Mas vendo bem as coisas não é absurdo nenhum.

O tribunal decidiu bem e não é por ser um GNR, senão a impunidade fica por condenar.

Então o GNR dispara a queima-roupa sabendo que vão pessoas dentro do carro que pode matar e matou.

Há muitos casos assim em Portugal e todos ficam impunes e saem em ombros prontos para cometer a mesma proeza.

Se for um civil matar um fardado não fica impune com certeza, é considerado um crime monstruoso.

Da mesma forma tem de ser ao contrario.

 

 

 

(1922) Manifesto de sindicalistas presos sobre o PCP

28.10.13, uon

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Por vezes surge a versão que o aparecimento do Partido Comunista em Portugal estaria ligado ao impacto que teve a revolução russa  e a criação da União Soviética, nomeadamente entre os anarquistas e anarcosindicalistas. Segundo estas versões teria sido algo “natural”, que coincidiu também com a divulgação das obras de Marx e Lenin no nosso país e que tudo se teria processado de forma tranquila. Não foi assim. Desde logo, porque a militância comunista rapidamente se sectarizou e infiltrada nos sindicatos da CGT tentou por todos os meios quebrar, muitas vezes pela força, a influência anarco-sindicalista no seio operário. Outras vezes também, através do recurso à força e a métodos já considerados na época como “fascistas”. Exemplo disso é este manifesto – de 1922 –  repudiando a morte às mãos de elementos do PCP de um operário que terá aderido ao partido, mas depois terá querido sair e isso terá sido a justificação para a sua eliminação física. O comunicado, escrito na Prisão do Limoeiro, é assinado por mais de duas dezenas de sindicalistas revolucionários ali detidos e constitui um libelo acusatório contra as práticas sectárias do PCP, fundado no ano anterior como secção portuguesa da Internacional Comunista. CLE

Manifesto aos trabalhadores conscientes

CAMARADAS:

É após uma análise aturada à situação social revolucionária do nosso pais, que nós somos constrangidos a vir a público, dar parte de uma resolução algo importante por nós tomada, pois que ela é o início de uma nova era de processos de camaradagem e solidariedade entre as duas modalidades distintas – Marxismo, hipocritamente encoberto com a mascara de Comunismo, e Comunismo libertario.

Com origem em dissidências e personalismos, e numa contenda de princípios filosófico-sociais, fundou-se em Portugal um partido politico denominado: Partido Comunista.

Este Partido, cujas bases assentam nas teorias marxistas e que tende á conquista do poder politico-estatal, entravando por esta forma a marcha da Revolução que aspira á conquista da integra emancipação humana e á supressão de todo o principio de autoridade, alberga no seu seio individuos de caracter duvidoso, cujo proceder tem dado ensejo a merecer a mais completa repulsa de todo o trabalhador consciente.

Sabemos que nessa facção politica existem indivíduos cuja intenção é boa. Contudo, reconhecemos que estão mal colocados, pois se encontram fora do seu campo de acção.

Sucede isto, pelo facto desse partido se acobertar sob a bandeira do comunismo, atraindo por esta forma bastantes camaradas incautos, que julgam vêr nele uma força revolucionaria, suficiente a preparar a Revolução num curto espaço de tempo.

Porem a força das circunstancias e a própria ideologia do Partido teem evidenciado a incapacidade deste em fazer algo de concreto pela emancipação do proletariado, tendo começado já as divergências e as desilusões.

A provar esta nossa asserção está o facto do nosso desditoso camarada Manuel Maria, filiado nesse partido, que reconhecendo o campo falso em que estava colocado teve a consciência de regressar ao campo sindicalista revolucionário, o que ocasionou o seu assassinato infame por um bando de facínoras que, ainda não satisfeitos com isto, não tendo saciado a sua sede de sangue, teem ameaçado de morte camaradas nossos por terem tido a lealdade de verberar o seu procedimento.

Outros há, que querendo seguir o exemplo de Manuel Maria, o não teem feito, talvez pelo seu receio de serem victimas do sectarismo dessas criaturas, cujo procedimento ignóbil se assemelha aos «fascistas» italianos, pois o seu fito não é outro senão o desmantelamento da organização operária.

Poder-nos-hão objectar que o Partido Comunista não pode ser responsável pela obra criminosa e demasiadamente cobarde que uma reduzida meia dúzia de malucos impunemente vem realisando.

Mentira! Respondemos nós, que pela causa revolucionaria proletariana temos sacrificado o nosso bem estar, a nossa saúde e a própria Liberdade por tempos infinitos.

O Partido Comunista não repudiando até hoje o assassinato do nosso inolvidável camarada, provou insofismavelmente a sua abjecta cumplicidade num crime tam hediondo. Os miseráveis acobertam-se sob a sua bandeira, e o Partido Comunista não ousa escorraçar das suas fileiras essa malta miserável, sem nobresa nem ideal, ralé desprezível, incapaz dum gesto que dignifique, mas disposta a praticar as mais degradantes baixesas humanas.

Em face do que acabamos de narrar, é num indignado assomo de revolta que nós sindicalistas revolucionários presos por delicto social, de dentro desta masmorra nos dirigimos a vós, para ponderardes bem na obra de vil traição que estes indivíduos estão executando e definirdes qual a sua situação perante a massa trabalhadora consciente.

Por nossa parte, desde já constatando a maneira deslial e indigna como teem procedido, publicamente declaramos ter tomado as seguintes deliberações:

Tomar na devida consideração aqueles que fazendo parte desse Partido, já estivessem presos á data do atentado a Manuel Maria;

recusar a nossa camaradagem e solidariedade a quaisquer indivíduos que continuem fazendo parte dessa organização;

repudiar todo o auxilio moral e material que nos queiram prestar os mesmos indivíduos, visto eles serem nossos inimigos e o seu obulo vir manchado com o sangue dum camarada que baqueou victima da paixão cega dos neo-comunistas convertidos em “fascistas”;

afirmar a nossa inabalável crença no Ideal anarquista, reconhecendo o Sindicalismo revolucionário como único meio de luta para a  sua efectivação.

Abaixo os traidores!

Abaixo os «fascistas» portugueses!

Viva o Comunismo libertario!

Cadeia do Limoeiro, 1 de Novembro de 1922

Os sindicalistas revolucionários presos por delito social,

Manuel Vieira
Antonio Joaquim Pato
Avelino de Castro
Raul dos Santos
Antonio Manuel Vinhais
Artur Gonçalves
José Agostinho das Neves
José Gordinho
Manuel de Castro Simões
Alvaro Damas
Carlos Correia
Manuel Ramos
Manuel Viegas Carrascalão
Quirino Fernandes
José d’Almeida Figueiredo
Fernando Pedro Candido
Salvado de Matos Filipe
Pedro de Matos Filipe
Candido Rodrigues Mendes
José Bernardino dos Santos
Francisco Luiz
Francisco Costa
Albano Costa
José Rodrigues Pereira
Estevão Azenha
José Rodrigues
João Nunes
Joaquim Pita
Jaime de Campos
Sebastião Vieira
Joaquim Fernandes Talhadas
António Soares Branco
José Lopes
Joaquim Mendes
Urbano Alves
Manuel João
Antonio Torres
Henrique Rolim Ramos
Antonio José d’Almeida
José Nunes dos Santos
Sebastião da Costa Brito
Bernardino Sebastião Paiva
Antonio Chagas
Bernardo Costa
Bernardo Montes
Antonio Louça
Dionildo Novais
Francisco de Oliveira
José Vicente
Joaquim Pedro
José Maria da Silva

Aqui: http://casacomum.net/cc/visualizador?pasta=04525.068

Um governo central não tem capacidade, orientação e humanismo para governar 10 milhões de pessoas

28.10.13, uon

O cardeal José Policarpo afirmou neste domingo em Setúbal que Portugal só tem dinheiro para mês e meio em caso de incumprimento das metas estabelecidas no pedido de resgate e acusou a oposição de não apresentar soluções.

Claro que o cardeal está com o governo (já tínhamos percebido isso) ao acusar a oposição de não apresenta soluções.

Mas o facto de só haver dinheiro para um mês e meio ninguém morre.

Quanto a soluções faz todo o sentido sairmos do euro e criar uma (ou várias) nova moeda para fugirmos aos "mercados".

Uma das soluções é sabermos organizar e autogestionar a economia, pondo o governo central de fora.

É mais que certo que um governo central não tem capacidade, orientação e humanismo para governar um povo com 10 milhões de pessoas, por que rouba aos pobres para dar aos ricos e isso é indecente.

 

 

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