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LIBERDADE E BEM ESTAR

LIBERDADE E BEM ESTAR

A historia dum desempregado

04.04.15, uon

A história dum desempregado que depois de estar a receber subsídio desemprego durante um certo tempo o mesmo caducou.

Só passados 3 meses é que teve novamente direito ao mesmo subsídio.

Por acaso o desempregado tinha família e esta dispôs-se alimentar durante os mesmos três meses o desempregado.

Quanto casos como este é que haverá por esse país fora que ficam qualquer rendimento durante muito tempo.

As pessoas que não tem rendimentos e/ou família ou passam fome o tem de optar por serviços menos dignos e a culpa é do estado e da sociedade que nós todos fabricamos na eleições.

Os políticos e serviços do estado falam a boca cheia em humanismo, mas estes casos demonstram que o mesmo não existe. 

[Argentina] Papa Bergoglio: Não somos teus filhos!

01.04.15, uon

argentina-papa-bergoglio-nao-som-1Na sexta-feira, 13 de março, completam dois anos de Jorge Bergoglio como Papa [(a) “Francisco I”] e o começo de uma restauração católica na região, animada por todo o espectro político (ver La Oveja Negra # 7 boletinlaovejanegra.blogspot.com). Como se a Igreja já não fosse influente, o novo chefe despertou um novo interesse por essa ideologia da morte que é o catolicismo e renovou o patriotismo latino-americano de perfil futebolístico.

Escutado em todas as suas idiotices, cada uma delas se converte em um novo mandamento tanto para progressistas como para conservadores. Em princípio questionado por sua atuação na última ditadura, sua ascensão se coroou, em novembro passado, com o pedido de perdão de Estela de Carlotto por haver “difamado” sua figura. O holograma que se criou em torno dele é tão grande que faz ver o que não existe, mesmo quando a realidade é tão pesada como uma pedra, como sucede com a religião. E todos abaixam a cabeça dizendo: amém.

Duas de suas últimas declarações o pintam de corpo inteiro. Em fevereiro chamou à humanidade a ter filhos e condenou como depressivas aquelas sociedades que não têm uma maternidade elevada. Chamou-os também, irresponsáveis e exclamou:

“(…) não ter filho é uma escolha egoísta. A vida rejuvenesce e adquire energias que se multiplicam: se enriquece, não se empobrece.” Agregando: “uma sociedade de filhos que não honram a seus pais é uma sociedade sem honra (…) quando não se honra aos pais se perde a própria honra.”

E faz umas semanas: “Eu penso que ao México o diabo castiga com muita bronca. Creio que o diabo não perdoa ao México que Ela [a Virgem de Guadalupe] haja mostrado ali a seu Filho. Interpretação minha. Ou seja, México é privilegiado no martírio, por haver reconhecido, defendido, a sua Mãe.” Submissão e mais submissão. Essa é a mensagem. Já sabemos para que quer o Papa que tenhamos filhos. Para que eles, como nós, passem o resto de suas vidas como mão de obra da engrenagem capitalista, aceitado com água benta, enriquecendo a vida dos burgueses. E para que, no pior dos casos, alimentem sua pedofilia. E quando o Estado e o Capital nos metralhe, nos faça desaparecer e nos reprima, a culpa será do diabo.

O “mundo melhor” de que fala “Francisco” é o da paz capitalista, o da imobilidade dos explorados, a bucólica paisagem da conformidade, de sua paternidade eterna sobre nós. Parece mentira que estas polêmicas sigam existindo e que a Igreja nos diga o que fazer e o que não fazer com nossas vidas! Não em vão eles se auto-intitulam como pais e os crentes como filhos!

Não estamos contra a Igreja por uma mera posição racionalista, argumento fácil graças a seu fabulário tão incrível. A religião é um dos pilares da dominação capitalista e por isso lutamos contra ela. Não nos interessa ser bons cidadãos ateus e argumentar academicamente por que deus é uma farsa. Essa farsa não é produto de uma simples escolha individual de crenças, é a farsa mais material que existe, que tem levado a vida de milhões de proletários ao longo de sua história, haja democracia ou ditadura. Por isso é nossa inimiga.

A ideologia da culpa, o pecado e o sofrimento inculcada pela Igreja, o monopólio do conhecimento dominado pelo Estado e o Capital e a sexualidade alienada imposta por e para o tráfico de mercadorias, têm minado nosso gozo e saúde sexual e reprodutiva, nossa capacidade criativa para relacionar-nos e discutir por fora e contra os interesses burgueses.

Nossos filhos, as mulheres e homens do futuro, e não só os imediatos senão também aqueles que não conheceremos no tempo e no espaço, devem viver em um mundo livre do trabalho, da destruição da terra e, obviamente, sem Papas nem Igreja. Esse é nosso esforço.

Fonte: La Oveja Negra # 26, março 2015.

Tradução > Sol de Abril

agência de notícias anarquistas-ana

Cada um faz a sua história

01.04.15, uon

António Costa passa a receber pelo PS "Sim, eu vivo do meu trabalho, não tenho outra fonte de rendimentos".

Costa está num dilema é trabalhador do PS e pode ser despedido com justa causa se perder as eleições e é simultaneamente patrão do PS e também pode despedir funcionários se for caso disso.

É ingrato estar-se numa situação destas ese carne e peixe ao mesmo tempo.

Enquanto trabalhador/patrão do PS e do país e futuro inquilino de S. Bento tem de estar solidário com os demais trabalhadores que estão cá fora, portanto não pode fazer medidas contra os mesmos, por dever de solidariedade.

Já como patrão pode pôr medidas contra os demais.

Cabe a António Costa vestir o fato de trabalhador ou de patrão.

E como estamos na Pascoa Costa tem dois caminhos de bom ou mau samaritano.

A escolha é dele e cada um faz a sua história.

 

 

 

Confusão eleitoral na Madeira

01.04.15, uon

A hora dos telejornais indicava que o PSD/Madeira tinha perdido a maioria absoluta com a perda de um deputado para a CDU, depois de uma contagem.

Horas depois havia uma reviravolta e dava novamente maioria ao PSD com recontagem.

A CNE diz que houve um erro informático na atribuição do deputado.

Não deixa de ser caricato que que o mesmo tenha sido atribuído por mera inércia ao PSD.

No reinado de Jardim que governou a Madeira de forma ditatorial e absoluta durante 40 anos o PSD teve muito tempo para fazer muitas falcatruas e deixar o terreno minado para depois de sair deixar a Madeira em "boas mãos" com uma divida de 7 mil milhões de euros.

Se nos países do terceiro mundo existem observadores eleitorais por que é que Portugal não os há.

As instituições politicas económicas e sociais não são de fiar.

 

 

 

 

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