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LIBERDADE E BEM ESTAR

LIBERDADE E BEM ESTAR

(ANARQUISMO NO MUNDO) INAUGURAÇÃO DE UM ESPAÇO LIBERTÁRIO EM EL SALVADOR (AMÉRICA LATINA)

19.10.16, uon

centrosocialenelsalvador

Centro Social La Libertaria

Acompanhando o que se passa em todo o mundo, com um desenvolvimento crescente do movimento libertário, nas suas diversas vertentes, a América Latina tem sido um dos continentes onde o anarquismo mais se tem consolidado nas últimas décadas. Em El Salvador, embora ainda muito frágil, o movimento começa a dar passos importantes. Um deles é a inauguração do novo espaço La libertaria, na capital San Salvador, já no próximo fim-de-semana.

“¡Nuestro sueño se ha hecho realidad! Tenemos ya un espacio social desde donde podremos abonar a una cultura popular antiautoritaria y no-violenta, para tejer complicidades amistosas con mira hacia las transformaciones desde abajo.”, referem os companheiros salvadorenhos.

Mais informações e contacto em https://www.facebook.com/events/621510264697836 e através do mail undisparocolectivo@riseup.net

https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2016/10/19/anarquismo-no-mundo-inauguracao-de-um-espaco-libertario-em-el-salvador/

Novo presidente da CGD vai ganhar 423 mil euros por ano

18.10.16, uon

Valor do salário de António Domingues foi revelado por Centeno e terá a módica quantia de 423 mil euros por ano.

Uma pessoa para ganhar este valor tinha de dar o dobro à empresa e este não dá um chavo.

Quem manda as empresas abaixo são os próprios administradores.

Uma vergonha este país.

AÇORES: APENAS 35 POR CENTO DOS ELEITORES VOTOU EM PARTIDOS

17.10.16, uon

acores

As elevadas taxas de abstenção nos últimos actos eleitorais têm um significado: o de que o actual sistema político não responde às expectativas dos cidadãos.

É sabido que os anarquistas, precisamente por considerarem que todos os cidadãos devem estar em igualdade de circunstâncias e que não devem abdicar da sua capacidade de auto-representação, não se revêm nos sistemas eleitorais vigentes nos países democráticos – e menos ainda nos sistemas totalitários de países de partido único – por os considerarem pouco igualitários e serem apenas uma forma de dar continuidade ao sistema de exploração e opressão capitalista que combatemos.

O Estado não é neutro. As cadeiras do poder, esteja lá quem estiver, são sempre as cadeiras da gestão do capital. As transformações sociais nunca aparecerão pela mão do Estado, mas sim pela auto-organização, horizontal, dos cidadãos em torno dos seus objectivos concretos (seja nos locais de trabalho, de residência, de lazer, etc.).

Apesar disto, e de, em geral, apelarem à abstenção nos diversos actos eleitorais, os anarquistas nunca – ou muito raramente e apenas em casos excepcionais – consideram a abstenção como uma resposta aos seus apelos, ou o número de abstencionistas como apoiantes da sua causa. Sabem que há muitas razões para a abstenção e que nem todas têm como motivo as razões invocadas pelos libertários.

No entanto, nos últimos actos eleitorais –seja em Portugal, Brasil ou outros países – a abstenção tem atingido números recorde. Ontem, nos Açores, a abstenção ficou nos 60 por cento, o que somado aos 5% de votos brancos e nulos, faz com que apenas 35 por cento da população açoriana tenha votado nos 13 partidos concorrentes ao acto eleitoral.

Este tão alto nível de abstenção tem significado. E esse significado tem necessariamente a ver com o nível de desilusão dos eleitores com o sistema representativo e com a experiência ganha em mais de 40 anos de actos eleitorais, que fez com que muitos cidadãos tenham já chegado à conclusão de que o voto não muda nada de significativo, a não ser de vez em quando os rostos de quem ocupa as cadeiras do poder, mas cujas políticas – à esquerda e à direita – são necessariamente as mesmas, em traços gerais, uma vez que estão ali apenas em representação dos interesses do Capital.

O capitalismo, com as eleições, mas não só, conseguiu esta proeza de – esteja quem estiver no aparelho de estado – estar sempre a defender os interesses do Capital e da propriedade (seja privada ou do Estado) e não os daqueles que diz estar a representar – o povo.

E, neste sentido, cada vez é mais claro para milhões de eleitores em todo o mundo que se votar significasse a possibilidade de mudar alguma coisa de significativo, e não apenas alternar os grupos que se revezam no poder, há muito que as eleições seriam proibidas – aliás, como ainda acontece nalgumas ditaduras de partido único em que o grupo no poder não quer partilhá-lo com mais ninguém.

 Não é o caso das democracias, onde o poder é partilhado e ocupado (à vez ou em coligação) por vários partidos – mas em que a gestão que é feita é sempre a mesma e visa um mesmo objectivo: a reprodução do capital, a sua manutenção e o primado do lucro antes da vida.

Estes números da abstenção mostram que o sistema representativo já não responde (terá alguma vez respondido?) às necessidades dos tempos que correm e que, cada vez mais, se impõe uma lógica de democracia direita, descentralizada e, sempre que possível, assemblearia (até usando os novos recursos informáticos), em que os interesses das populações, a sua vontade, se sobreponham aos interesses mercantilistas do capitalismo e da sociedade dividida em classes, que tem no Estado (e nos seus aparelhos ideológicos e repressivos) o último suporte.

antónio a.

https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2016/10/17/acores-apenas-35-por-cento-dos-eleitores-votou-em-partidos/

 

É certo que os anarquistas não recomendam em qualquer partido seja de esquerda ou direita por o considerarem que é uma auto-flagelação do próprio eleitor e até fazem campanha para não votar.

Cada eleição que há o partido que está no governo, na câmara tem todas as probabilidades de voltar a ganhar.

O caso dos Açores é muito evidente. O PS está no poder à cerca de 20 anos e está para durar mais 4 anos.

Por que é que as pessoas votam no mesmo partido é um caso ainda está por determinar.

Geralmente os partidos que estão no governo fazem uma política contra as pessoas.

Aumentam impostos, fazem leis laborais contra os trabalhadores, fecham escolas, promovem a repressão terrorista de estado como forma de segurança e o que vemos é que isto está cada vez pior a nível social, laboral e cada vez com menos liberdade por estamos a ser constantemente a ser vigiados. 

 Os anarquistas vão ter de trabalhar muito em Portugal e no mundo (nos bairros, nas empresas, nas fábricas, nos campos, nas ruas)  para promover a sua ideia como forma de alternativa ao sistema vigente.

 

 

 

 

 

Governo e a reposição salarial no estado

15.10.16, uon

A reposição salarial realizada em 2016 terá um efeito líquido de aumento da despesa de 257 milhões de euros .

O governo devia voltar atrás na reposição dos salários de quem ganha mais de 1500 euros mensais.

Este grupo de pessoas (deputados ministros, directores, etc) estão já muito compensadas com o salário auferido pelo que o governo devia repensar a reposição.

Também devia acabar com as progressões pelo método a avaliação da função pública que só meia-duzia é que é beneficiado e o grosso da coluna fica prejudicado.

Em contrapartida devia regressar às diuturnidades pelo método da antiguidade que é mais justo, por que o método do "mérito"  deixa muito a desejar.

Não faz sentido uma pessoa com meia-dúzia de anos na mesma categoria passar à frente de quem tem 20 , 30 ou mais anos na categoria.

Uma pessoa com mais anos de serviço (ex. médicos) tem muito mais experiência do quem entra agora.

(NO ANIVERSÁRIO DA MORTE DE FRANCISCO FERRER) VIVA A ESCOLA MODERNA!

14.10.16, uon

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https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2016/10/14/no-aniversario-da-morte-de-francisco-ferrer-viva-a-escola-moderna/#more-17171

Barcelona, 13 October 1909. (Flavio Costantini, 1965. Tempera, 50 x 64 cm)

As ideias de Ferrer Guardia, fuzilado em 1909, foram o início do desenvolvimento de uma pedagogia do livre pensamento.

Julián Vadillo , historiador

A 13 de Outubro de 1909 era fuzilado nos fossos do castelo de Montjuic, o pedagogo libertário Francisco Ferrer Guardia. Tinha sido acusado, julgado e condenado como sendo o instigador dos acontecimentos ocorridos em Barcelona entre 26 de Julho e  2 de Agosto desse mesmo ano, no que ficou conhecido como a Semana Trágica de Barcelona. Não era a primeira vez que Ferrer enfrentava um tribunal, acusado de algo que não tinha cometido. A diferença com as ocasiões anteriores foi que, em Outubro de 1909, o objectivo cumpriu-se: fuzilar Ferrer.

Mas quem era esse Ferrer Guardia que alguns sectores da sociedade espanhola tanto odiavam? Que tinha feito Ferrer para que o seu destino fossem os fossos do temido castelo de Montjuic?

 

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Um pedagogo ao serviço do Povo

Francisco Ferrer Guardia nasceu em Alella a 14 de Janeiro de 1859. Filho duma família de camponeses acomodados e católicos, não teve toda a formação que gostaria. Para mais, imbuído das ideias de um dos seus professores, foi adquirindo pouco a pouco uma consciência republicana e anticlerical.

Ainda adolescente mudou-se para Barcelona, onde começou a trabalhar. Ali, Ferrer foi-se aproximando do pensamento republicano de Manuel Ruiz Zorrila, partidário duma estratégia insurreccional que derrubasse o trono de Afonso XII e dos seus sucessores. Foi por isso que Ferrer Guardia apoio, em 1884, o levantamento republicano de Santa Coloma del Farnés, assim como a intentona do general Villacampa.

Embora fosse muito próximo de Ruiz Zorrilla, Ferrer foi-se interessando cada vez mais pelas correntes da renovação pedagógica e pelo livre pensamento, o que o fez entrar em contacto com o anarquismo. O movimento libertário era um formigueiro de renovação no âmbito educativo.

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Muitos dos seus elementos preocuparam-se desde muito cedo pela educação e instrução dos filhos da classe operária. Em vários centros de cultura libertária foram-se inaugurando escolas e aulas de alfabetização com a ideia de contrapor à educação e à cultura burguesas uma educação baseada nos princípios básicos do anarquismo. Ainda que com polémicas e debates internos, os anarquistas foram inaugurando iniciativas, chegando inclusivamente a fundar escolas laicas ou a estar na órbita de iniciativas laicistas em que também participavam republicanos progressistas. Ferrer esteve envolvido neste processo.

Devido a problemas conjugais, nos quais a sua primeira esposa quase acaba com a sua vida, o casamento termina com a separação de ambos e a saída dele para a Europa. Em França, Ferrer conhece em primeira mão as correntes pedagógicas de renovação, dos jardins-de-infância, etc. Mas, sobretudo, é influenciado pelo método pedagógico que Paul Robin desenvolveu no orfanato de Cempuis e nas correntes pedagógicas que Charles Malato ou Jean Grave defendem nas suas obras. Estas iniciativas começam a fazer Juan Ferrer pensar em fundar uma escola quanto voltar a Espanha.

Graças a uma herança recebida, Ferrer regressa a Espanha e, em Agosto de 1901, funda a Escola Moderna em Barcelona, com sede na rua Bailém. Um projecto baseado na pedagogia racional e libertária que não deixou ninguém indiferente.

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A pedagogia da Escola Moderna

Através da Escola Moderna, Ferrer tentou desenvolver um modelo de pedagogia baseado na coeducação de sexos, no ensino ao ar livre, no professor como instrutor, mas nunca como portador da verdade absoluta, ter a ciência como eixo básico do ensino e tirar a religião de todo o âmbito educativo. A tarefa dos integrantes da Escola Moderna foi mostrar, através dos princípios racionais, as desigualdades sociais e instruir os rapazes e as raparigas nos valores da liberdade, igualdade e fraternidade. Uma educação que defendia o movimento operário e de que o movimento operário se servia.

A Escola Moderna teve instalações adaptadas ao seu método pedagógico e fundou uma editora em que publicou os textos mais avançados da época. Outros libertários, livre pensadores e republicanos da época uniram-se em torno do projecto de Ferrer. Anselmo Lorenzo, um dos fundadores da Primeira Internacional em Espanha e firme partidário da educação racionalista, foi um dos seus mais firmes defensores. Mas também outras personalidades da época como Odón de Buen, um dos melhores naturalistas da altura, ou Santiago Ramón y Cajal, Luis Bulfi, Andrés Martinez y Vargas.

A Escola Moderna era o plasmar de uma trajectória de pedagogia impulsionada pelo anarquismo espanhol que partia das origens da Primeira Internacional e que teve outros representantes como José Sánchez Rosa.

Era de supor que esta iniciativa, tão afastada dos cânones pedagógicos de uma Igreja católica que controlava a educação a todos os níveis, não ia ser bem recebida. Desde o primeiro momento, a Escola Moderna de Ferrer, como muitos outros projectos pedagógicos da época baseados no laicismo, sofreram duros ataques por parte da Igreja. Em numerosas ocasiões a Escola Moderna foi fechada por ordem do governo. Mas sempre voltava a a retomar as aulas.

O ponto de não retorno para o projecto deu-se em Maio de 1906. No último dia desse mês, o anarquista Mateo Morral lançou um ramo de flores com uma bomba camufladacontra o cortejo nupcial de Afonso XII na rua Mayor de Madrid. A bomba causou 23 vítimas e poucos dias depois Mateo Morral aparecia morto. A versão oficial dizia que se tinha suicidado, mas investigações recentes asseguram que foi assassinado.

Seja como for, Mateo Morral tinha trabalhado como bibliotecário na Escola Moderna de Ferrer. Esse facto foi determinante para a detenção de Ferrer e o encerramento da Escola Moderna. Por este atentado foi também detido o jornalista José Nakens, fundador de “El Motín” que foi acusado de  dar protecção a Morral. Ainda que o julgamento contra Ferrer, Nakens e outros tenha acabado pela absolvição, a Escola Moderna não voltou a abriri as suas portas aos alunos. Só a editora se manteve com o projecto.

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O golpe de graça: a Semana Trágica de Julho de 1909

Uma vez livre, Ferrer continuou com as suas tarefas pedagógicas e a trabalhar à frente da sua editora, com a ideia de que a Escola Moderna voltaria a abrir as portas.

Era um momento tenso na história de Espanha. O governo de António Maura mantinha um braço de ferro nas colónias marroquinas. As notícias do desastre no Barranco del Lobo, a 27 de Julho de 1909, em que perderam a vida dezenas de soldados espanhóis e em que centenas ficaram feridos, fizeram o governo tomar a decisão de mobilizar os reservistas. Uma decisão que teve como resposta do movimento operário em Barcelona, representado por anarquistas e socialistas filiados na Solidaridad Obrera e no PSOE, a convocatória duma greve geral contra a mobilização.

Nas reivindicações dos operários estavam exigências laborais e sociais. Em nenhum momento o Comité de Greve – composto pelo sindicalista Miguel V. Miranda, de Solidaridad Obrera; Francisco Miranda, em representação dos grupos anarquistas, e por ele socialista Antonio Fabra Ribas – abordou o tema religioso. No entanto, uma massa de gente lançou-se contra os edifícios religiosos da cidade, tendo alguns autores visto aqui a influência de Alejandro Lerroux e o seu Partido Radical, que não estavam entre os convocantes da greve.

Durante uma semana houve confrontos em Barcelona entre as forças de ordem pública e os grevistas, cujo número cresceu pelos soldados que iam embarcar no porto de Barcelona para Marrocos. No final, as autoridades controlaram a situação e começou uma política repressiva contra os grevistas, que terminou em conselhos de guerra e fuzilamentos.

Os fuzilados foram: José Miguel Baró, um republicano, a 17 de Agosto; Antonio Malet Pujol, lerrouxista, a 13 de Setembro; Clemente García, um jovem deficiente psíquico acusado de dançar com a múmia de uma freira na rua, e Eugenio del Hoyo, ex-guarda civil, acusado de promover os confrontos.

Mas faltava ainda o mais importante. As autoridades começaram a acusar Ferrer de ser o instigador dos acontecimentos. A sal pedagogia era condenada, a partir dos jornais católicos, como perversa. Acusava-se Ferrer de envenenar a infância e a juventudenum anticlericalismo violento. As acusações de instigação não foram provadas porque Ferrer não foi instigador de nada. Para mais, naquela altura ele não estava em Barcelona e não participou em nenhuma mobilização.

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Cemitério de Montjuic: as campas de Ferrer, Ascaso e Durruti

Apesar de tudo, o julgamento político contra Ferrer consumou-se. Levantou-se em Espanha e em todo o mundo uma onda de protestos em defesa de Ferrer e  acusando a existência de uma nova inquisição em Espanha. Personalidades de primeira ordem a nível internacional, como Anatole France, William Archer, Piort Kropotkin, George Bernard Shaw, Arthur Conan Doyle ou H.G. Wells pediram a inocência de Ferrer.

Mas o destino do pedagogo estava decidido. A 13 de Outubro de 1909 era fuzilado em Montjuic, onde em anos anteriores tinham sido fuzilados outros libertários e onde anos depois outros o seriam também.

Com Ferrer fuzilado, a indignação cresceu. António Maura viu-se obrigado a demitir e Afonso XIII foi expulso da Academia das Ciências de Paris. Contudo, sectores eclesiásticos e conservadores celebraram a morte de Ferrer.

Mas no interior do movimento operário, as ideias pedagógicas de Ferrer foram o início do desenvolvimento duma pedagogia posta em prática pelos anarquistas e em que, inclusivamente, se baseou parte da legislação educativa da Segunda República.

Hoje a campa de Ferrer pode ser visitada no cemitério de Montjuic, ao lado das de Ascaso e Durruti, e em Bruxelas uma estátua honra o livre pensamento.

aqui: https://www.diagonalperiodico.net/saberes/31859-francisco-ferrer-guardia-viva-la-escuela-moderna.html

Tradução Portal Anarquista

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Programa da Escola Moderna

A missão da Escola Moderna consiste em fazer com que os meninos e as meninas que lhe forem confiados se tornem pessoas instruída, verdadeiras, justas e livres de qualquer preconceito.

Para isso, o estudo dogmático será substituído pelo estudo racionalizado das ciências naturais.

Ela estimulará, desenvolverá e dirigirá as aptidões próprias de cada aluno, a fim de que, com a totalidade do próprio valor individual, não somente seja um membro útil à sociedade, mas que, como consequência, eleve proporcionalmente o valor da coletividade.

Ela ensinará os verdadeiros deveres sociais, conforme a justa máxima: Não há deveres sem direitos; não há direitos sem deveres.

Em vista do bom êxito que o ensino misto obtém no estrangeiro, e, principalmente, para realizar o propósito da Escola Moderna, encaminhado à preparação de uma humanidade verdadeiramente fraternal, sem categoria de sexos nem classes, serão aceites crianças de ambos os sexos a partir da idade de cinco anos.

Para completar a sua obra, a Escola Moderna abrirá nas manhãs de domingo, consagrando a aula ao estudo dos sofrimentos humanos durante o curso geral da história e à recordação dos homens eminentes nas ciências, nas artes ou nas lutas pelo progresso.

A estas aulas poderão assistir as famílias dos alunos .

Querendo que o trabalho intelectual da Escola Moderna seja frutífero no futuro, além das condições higiénicas que temos procurado dar ao local e às suas dependências, será estabelecida uma inspecção médica quando da entrada do aluno, cujas observações, se considerado necessário, serão transmitidas à família para os efeitos adequados, e, em breve, uma inspecção periódica, com o objectivo de evitar a propagação de doenças contagiosas durante as horas de convivência escolar.

Extraído da obra de Francisco Ferrer  Guardia, “A Escola Moderna”.

governo diz haver "dificuldades técnicas" para regressar ao subsídio de natal por inteiro.

12.10.16, uon

Segundo refere o STE (sindicato dos técnicos do estado) o Governo diz haver "dificuldades técnicas" para regressar ao subsídio de natal por inteiro.

Os duodécimos foram introduzidos pelo anterior governo PSD/CDS e ainda está por saber porquê.

Este argumento não colhe e é ridículo.

O governo para aumentar os impostos também tem de mexer tecnicamente nos computadores e pelos vistos não tem grandes problemas, aumenta-os.

 

 

 

 

Uma ministra do Interior muito solidária com vitimas de tiroteios

11.10.16, uon

A ministra do interior Constança Urbano de Sousa, enviou uma mensagem de condolências à família do militar da GNR de Aguiar da Beira, no distrito da Guarda, que morreu em serviço.

Na semana passada a ministra também "enviou" um ramo de flores à vítima da GNR no Porto Alto.

Esta ministra é muito solidária com as vitimas.

Valha-nos isso.

FOLHA DE SERVIÇOS DE GUTERRES

11.10.16, uon

Um tónico refrescante sobre Antóni Guterres | Indymedia Portugal

A Guilhotina.info tem observado com preocupação e consternação a aparente epidemia de inchaço cerebral entre o corpo político em geral e alguma esquerda em particular. Entre outros sintomas, assiste-se a casos de amnésia cerebral que fazem esquecer o percurso de António Guterres na política em Portugal e internacional.

De modo a aliviar estas lacunas, nós na Guilhotina.info, permanentes humanistas preocupados com o nosso semelhante, preparámos este refrescante tónico sobre António Guterres, ex-Presidente da Internacional Socialista (organização infame por receber dinheiro da CIA para minar movimentos trabalhadores), membro do grupo de lobby Clube de Madrid e ex-consultor da Caixa Geral de Depósitos.

GUTERRES E A EDUCAÇÃO

António Guterres é o obreiro da implementação das propinas em Portugal, depois das grandes vitórias do movimento estudantil de 92 que fizeram cair a direita e a sua lei de propinas. Embora o PS tenha suspendido a sua aplicação em 95/96 e voltado a aplicar o valor de 1992 que agora corresponde a 6€ (leia-se, aplica este valor fruto das pressões estudantis nos ano anteriores). Já a 16 de setembro de 1997 o mesmo governo liderado por António Guterres reinstaura o pagamento de propinas com o valor de 283€ | http://bit.ly/2ejOzmu

GUTERRES E A ALTO COMISSARIADO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA OS REFUGIADOS

Em 2015 foram superados todos os dados anteriores com mais de 60 milhões de refugiados por todo o mundo. É também preciso lembrar que o António Guterres a par de mais umas figuras, é um dos criadores da Fortaleza Europa que deixa morrer milhares nas suas costas, e os que ainda conseguem chegar são reencaminhados para campos de concentração, veja-se o acordo com a Turquia por exemplo. O resultado do seu mandato é praticamente igual a zero, tendo atingido o seu modesto auge quando tirou uma foto com a Angelina Jolie. Pouco teve a dizer sobre os surtos de cólera no Haiti causados por pessoal da ONU ou sobre as violações de crianças na República Central Africana por tropas da ONU, ambos escândalos que a organização tentou encobrir. | http://glo.bo/2dqRjdO http://bit.ly/1MkV7WL

GUTERRES E AS PRIVATIZAÇÕES

Durante o mandato de António Guterres entre 1995-1999, que está no topo dos privatizadores de Portugal, o dito cujo ajudou a privatizar a EDP, a PT, a Brisa, a Cimpor, a Portucel, a Tabaqueira, a Setenave, a Quimigal, a linha de caminhos-de-ferro Fogueteiro/Ponte 25 de Abril/Lisboa e, não contente, abriu fase à 2ª e 3ª fase da privatização da EDP, naquela que é conhecida como a era de ouro da privatização portuguesa. Até hoje ainda ninguém lhe consegue fazer frente. | http://bit.ly/2dWN3mI http://bit.ly/2dr7Azm

GUTERRES E AS PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS NO SECTOR DA SAÚDE

O papel de Guterres nas parcerias público-privadas (PPP) na área da saúde também é notável. Com início no ano 2001, este projecto previa construir dez novos hospitais: os hospitais de Cascais, Braga, Loures, Vila Franca de Xira e posteriormente os hospitais de Lisboa Oriental, Faro, Seixal, Évora, Vila Nova de Gaia e Póvoa do Varzim/Vila do Conde.

«O planeamento incluía a atribuição a grupos privados de duas concessões distintas: uma para a construção e manutenção dos novos edifícios e outra para a gestão clínica das novas unidades; nalguns casos, os dois tipos de concessões eram atribuídas à mesma entidade privada. Contudo, o Estado tinha já experiência prévia de gestão privada em hospitais públicos. Em 1996, a gestão clínica do Hospital Amadora-Sintra fora entregue ao Grupo Mello Saúde.»

Em 2002, o ministro Correia de Campos apresenta o programa do Governo sobre «os modelos de parcerias público privadas que serão aplicadas aos cinco hospitais – Cascais, Loures, Braga, Sintra e Vila franca de Xira.» | http://bit.ly/2ekdOF0

GUTERRES EM OPOSIÇÃO AO ABORTO

No referendo de 1998 sobre o aborto, na qualidade de primeiro-ministro e contra a maioria das vontades dentro do seu próprio partido, Guterres declara-se publicamente contra a despenalização. | http://bit.ly/2dWMZDK

GUTERRES E A INTERVENÇÃO NA JUGOSLÁVIA

Sob o pretexto de supostas violações de direitos humanos, a NATO e EUA cometem… violações de direitos humanos. Em 1999, à revelia da ONU (e portanto uma guerra de agressão), a NATO inicia com os EUA uma operação militar em que Portugal colabora. Nessa altura era Jorge Sampaio o Presidente da República, António Guterres o Primeiro-Ministro e António Vitorino, Ministro da Defesa. Centenas de civis, alguns deles refugiados, morrem nos bombardeamentos e os efeitos do uso de urânio empobrecido (aumento do cancro, malformações de fetos) continuam até ao dia de hoje. | http://nyti.ms/2dfAEw0 http://bit.ly/2d3do5G http://bit.ly/2dGn4F1