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LIBERDADE E BEM ESTAR

LIBERDADE E BEM ESTAR

Eleições marcadas pela abstenção

16.07.07, uon

As eleições para a Câmara Municipal de Lisboa realizadas ontem, foram marcadas pela indiferença e pela abstênção dos Lisboetas.

Apesar de ser um mês de férias o dia estava convidativo para esta eleição mas, cerca de 62 % dos eleitores não foram pura e simplesmente votar e mandaram o partidos e os "independentes" dar uma volta.

Os partidos foram bastante penalizados nesta eleição. O partido vencedor o PS somente teve 58 000 mil votos e elegeu seis vereadores.

O "Independente" Carmona elegeu 3 vereadores. O candidato Negrão pelo PSD também elegeu 3  vereadores e foi o grande derrotado, já que era este partido que detinha a Cãmara.

A "Independente"  Roseta obteve também 3 mandatos retirados ao PS, partido onde fazia carreira.

A CDU também não conseguiu capitalizar o descontentamento popular dos trabalhadores e também teve uma quebra na votação, embora elegendo os mesmo vereadores.

O Bloco, apesar do protagonismo pela denuncia dos escândalos na Câmara, tem não conseguiu aumentar a votação e teve uma ligeira quebra na votação.

O PC e o Bloco são partidos  dos sistema que alinharam e colaboraram  na política  camarária de direita de afunilamento da gestão de gastos sumptuários , políticas urbanísticas lesivas dos interesses da cidade e falência tecnica e financeira, por que não se coibem também de gastos em automóveis, assessores, etc, etc.

PS/Costa diz que vai fazer uma "limpeza" na cidade retirando cartazes ilegais, limpeza de passeios, etc, etc.

Preve-se que os funcionários sejam mais uma vez os sacrificados no meio da crise, despedimentos, repressão laboral, retirada de direitos, resta saber se o Sindicato (STML) estára a altura de defender os trabalhadores, já que têm sido muito obediente, submisso e só entra nas lutas intestinas para questões eleitorais.

Preve-se também que as taxas e impostos municipais possam aumentar, para fazer face à discapitalização financeira da Câmara, resta saber se os gastos sumptuários da vereação e directores e chefes serão reduzidos.

No meio disto tudo é possível uma alternativa revolucionária séria  fora do sistema de gestão capitalista, se os libertários  se se organizarem e autoganizarem e mostrarem que só a autogestão operária e popular pode mudar o rumo das coisas e isso passa talvez pela formação de um partido?