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LUTA ENTRE CLASSES

LUTA ENTRE CLASSES

Os negócios do genro de Cavaco

07.08.12, uon

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A CORRUPÇÃO AO MAIS ALTO NÍVEL (1)

?Há JOGOS ATRáS DA CORTINA, HABILIDADES E CORRUPçãO. ESTE GOVERNO é
PROFUNDAMENTE CORRUPTO NESTAS ATITUDES A QUE ESTAMOS A ASSISTIR? - BISPO
JANUáRIO TORGAL FERREIRA, 16/07/2012.


LUIS MONTEZ, que é genro de Cavaco Silva, apresentou uma certidão passada
pelo serviço de Finanças Lisboa-10, que refere que a empresa tem a sua
situação tributária regularizada, mas a verdade é que na lista de processos
activos consta uma dívida de 421 mil euros, a que acresce 66 mil euros de
juros de mora e e mais de três mil euros de custas.
17 MAIO 2006 - "PúBLICO"

     Dois meses depois da nacionalização do banco, Luís Montez foi chamado
ao BPN para pagar 260 mil euros de uma conta caucionada e de uma livrança,
escreve a ?Sábado?.
13 JANEIRO 2011 - "SáBADO"

     Luís Montez, casado com Patrícia Cavaco Silva, prepara-se para voltar a
fazer um investimento na área do imobiliário na costa alentejana.
Aparentemente alheio à crise que o país atravessa, o genro do Presidente da
República, está a pensar adquirir a Herdade do Sardão.
29 NOVEMBRO 2011 - "PúBLICO"

     Entretanto, e apesar de ESTAR CARREGADO DE DÍVIDAS, o marido de
Patrícia Cavaco Silva, Luís Montez, comprou ontem 5ª feira, o PAVILHÃO
ATLÂNTICO no Parque das Nações (ex-Parque Expo em Lisboa) por 21,2 MILHÕES
DE EUROS.
27 JULHO 2011 - "SáBADO"


CORRUPÇÃO AO MAIS ALTO NÍVEL (2)

A VENDA DO PAVILHÃO ATLÂNTICO
Sabendo-se que Luis Montez, o genro de Cavaco Silva comprou o Pavilhão
Atlântico em saldo, que vai recuperar o investimento enquanto o diabo
esfrega um olho e que Cavaco Silva está, tal como Vítor Gaspar, protegido
da austeridade enquanto pensionista do BdP, a dúvida agora está em saber
quantos salários ou impostos nos vão custar o Pavilhão Atlântico. É que se
para um grupinho familiar restrito foi um negócio da China comprar uma
moderníssima infra-estrutura por três vezes menos do que efectivamente
vale, para muitos e muitos outros cidadãos será certamente um novo saque
aos salários para compensar este belo negócio do genro do Presidente com a
sua influência, indubitavelmente.

Cabendo a Cavaco Silva a promulgação dos OE e sabendo-se da tentação deste
governo para medidas inconstitucionais, os portugueses estariam mais
tranquilos se o governo não tivesse vendido um pavilhão (que ninguém o
obrigou a vender) a um familiar de quem muitas vezes tem a faca e o queijo
na mão.

Neste país onde uns sofrem com austeridade e outros enriquecem mais
facilmente do que nunca, e cabendo ao governo e ao Presidente da República
decidir quem vai passar fome e quem vai poder comprar um BMW novo, seria
mais saudável para a democracia que este tipo de negócios não se
realizassem ou, caso fosse mesmo necessário, que os preços fossem outros e
não este.

Assim sendo, ficamos com a sensação de que alguém foi autorizado a cortar
os subsídios e a desculpa de Cavaco para não mandar o OE para o Tribunal
Constitucional foi mesmo muito esfarrapada. Até nos podem dizer que o genro
do Cavaco Silva é um comerciante como qualquer outro. Pois é, mas o facto é
que Portugal já teve outros três presidentes eleitos, todos eles com
família e não há memória nem de negócios com acções da SLN / BPN nem de
vendas de património público a preço de saldo aos seus familiares. Da
mulher de César não se espera apenas que seja honesta, exige-se que pareça.

Este país está mesmo a bater no fundo, e começa a ser difícil encontrar
alguém de confiança aqui e ali, sobretudo de Belém a São Bento.

Como é possível que um indivíduo carregado de dívidas e sobre quem se
aconselha seriamente a não se emprestar dinheiro, pode comprar por 21,2
Milhões de euros esta sofisticada infra-estrutura altamente equipada e que
custou 3 vezes mais há 14 anos? Só - obviamente - por ter havido corrupção.