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LIBERDADE E BEM ESTAR

LIBERDADE E BEM ESTAR

Sobre MANIFESTO 3D

20.12.13, uon

Li o MANIFESTO 3D e ocorreram-me várias considerações:

 

  1. Politicamente, parece uma plataforma para eleger uns tipos para Estrasburgo, onde actuarão sem perguntar nada a ninguém cá na parvónia, como é apanágio dos auto-ungidos da classe política;

 

  1. A Constituição continua a ser uma bíblia e nem sequer consideram a sua mobilizadora revisão no capítulo da estrutura do sistema político (eleições de pessoas e não de partidos, extinção da figura do PR, governo emanado de uma AR totalmente alterada na sua composição e poderes…), do modelo de representação (responsabilidade total dos deputados perante os seus eleitores que os poderão apear por referendo, consulta da população para as posições a votar na AR…) ou da democratização dos serviços públicos;

 

  1. Defender Portugal é o quê? Portugal é uma abstração, o que existe são os portugueses e entre estes estamos todos do mesmo lado, nós e o Belmiro ou o Soares dos Santos, nós e o Ricardo Salgado ou o Cavaco?

 

  1. Renegociar a dívida conduz à salvação da pátria lusa. Portanto, consideram a isso se consegue com umas décimas a menos nos encargos com a dívida, que correspondem a uns 12% do PIB (dos quais 3.5 ou 5% de juros) até 2021; e para mais num contexto previsível de recessão ou anemia económica. Um manifesto irrealismo ou uma manifesta ignorância?

 

  1. Dado o estado miserável da herança que Loucã deixou no BE, surge mais uma vaga de renovadores, não sei se para criar um BE recauchutado ou um PS renovado; o que à partida são projetos falhados, emanados de membros de uma classe política em que a população não se revê. Nem neles, nem nos seus métodos, nem nas suas práticas de lapas no erário público;

 

  1. A presença do Carvalho da Silva, campeão do controlo social durante 25 anos é uma mais valia? Só se for para os distraidos;

 

  1. O Boaventura ainda a semana passada dizia que só a moblização social pode alterar o atual estado de coisas uma vez que os partidos e os sindicatos não o conseguem fazer. De um Manifesto protagonizado por (ex) aparatchiks sairá alguma solução mobilizadora?

 

  1. Serão os promotores capazes de colocar às pessoas comuns oportunidades de serem elas a criarem uma agenda avançada e realista de combrate ao capitalismo e à falsa democracia por aí implantada? E, se isso acontecer, deixarão de utilizar os vícios do seu controleirismo permitindo a discussão livre e a decisão democrática?
Manifesto 3D aqui
 

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GRAZIA  TANTA

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