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LIBERDADE E BEM ESTAR

LIBERDADE E BEM ESTAR

Artigos diversos

10.02.16, uon
Está aqui a lista divulgada pelo Governo: http://www.portugal.gov.pt/pt/o-governo/nomeacoes/mc.aspx
Com os respetivos ordenados e tudo

Ministro da Cultura, Dr. João Soares
VER PARA CRER!!!

Um dos meus hábitos diários é ler o Diário da República!

Há muita gente a perguntar-me a razão...

E aqui está um dos motivos!

Vejam os anexos...

Vamos todos ficar muito mais cultos com uma equipa incomensurável no gabinete do Dr. João Soares...

  

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Merkel condoída com a guerra em Alepo. Hipócrita!

 

1 – Nos últimos anos o Daesh, o al-Nusra e outras piedosas instituições assolaram imensos territórios no Iraque e na Síria, com a condenação hipócrita do dito Ocidente e o financiamento saudita e qatari que tanto tem agradado à indústria ocidental de armamento, para alegria dos governos que vêm aí contributos para o aumento do santificado PIB;

2 – Para não incomodarem os seus aliados turcos (o segunda força armada da NATO) nem os seus coniventes sauditas, o dito Ocidente entreteve-se a fazer uns bombardeamentos mais ou menos inócuos. E inócuos porque numa guerra a sério a aviação de pouco serve se não for complementada por tropa no solo, com a ocupação efetiva  no terreno;

3 – O objetivo deles tem sido ajudar o domínio de turcos e sauditas na região, tomando partido na divisão entre sunitas e xiitas, para limitarem o papel do Irão e dos seus aliados sírios e libaneses e, ao mesmo tempo, varrerem a presença russa no Mediterrâneo (Tartus). Claro está a presença da NATO no Mare Nostrum é legítima e benfeitora, como aliás se vai observando na Líbia e, mais atrás nos Balcãs, para além da proteção ao cancro sionista;

4 – O Ocidente não gosta de ditadores que lhe sejam inconvenientes mas adora as ditaduras dementes como a do reino saudita; olha para o lado no que respeita à “democracia” do sultão Erdogan, com a mesma bonomia com que abandonou no caos o Iraque, o Afeganistão e a Líbia; tal como apoia a contragosto os curdos para não incomodar o sultão e se mostra distraído da intervenção saudita no Iémen, como se distraiu face à ajuda que deram à família real barheini, em ambos os casos contra populações xiitas, inimigos figadais da “democracia” wahabita

5 – Em setembro, os russos decidiram intervir para safar Assad ou melhor, para aguentarem a sua posição no Médio Oriente e aumentarem a sua presença estratégica apoiando o eixo xiita. Assad é um ditador mas o seu reinado durará até ao fim da guerra, não sendo líquido que surja na Síria um regime menos repressivo, mesmo que laico. E os russos fizeram o que militarmente deveria ser feito: bombardeamentos aéreos articulados com a intervenção de tropa terrestre (tropas de Assad, do Hezbollah, com apoio iraniano)

6 – Entretanto, houve uma tentativa de negociações em Genebra, condenadas ao fracasso dada a irredutibilidade dos contendores. Kerry quer reatá-las para evitar que russos e sírios tomem Alepo e cortem os abastecimentos turcos ao al-Nusra e ao Daesh e está aflito por causa do recuo estratégico do dito Ocidente na região. É sabido que quem acha estar em condições de ganhar uma guerra só aceita negociações no âmbito de uma rendição do inimigo; e Kerry já avisou os seus aliados regionais que para os defender não vai entrar em guerra com a Rússia.

7 – A reconquista de Alepo não é um baile de carnaval e é natural que a população se furte aos danos da guerra. Os turcos que querem aumentar a fatura a pagar pela UE, por serviços prestados junto dos refugiados, aponta para 70000 … embora sejam “apenas” 30000. A população de Alepo sabe muito bem o que sofreu com o regime de Assad mas certamente que prefere esse (improvável) retorno, do que viver sob a ocupação do Al-Nusra e aliados que, para mais andam aos tiros uns com os outros.

8 - Merkel que nunca terá chorado muito com as barbaridades do Daesh aponta para os russos lavada em lágrimas com os danos humanos na luta por Alepo; se fossem provocados pelos seus amigos, encolhia os ombros e chamava-lhes… danos colaterais. Ainda recentemente esteve com Erdogan e há certamente negócios em curso, entenda-se. Como czarina da UE deveria evitar a vergonha de prometer acolher centenas de milhar de refugiados e terem-se ficado por algumas dezenas de pessoas.

Merkel, quantas lágrimas derramas nos dias em que se afogam refugiados no Mediterrâneo?

 

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1 – o Estado português nunca fez nada que se assemelhe a uma política de habitação

2 – A habitação, sendo uma das necessidades básicas das pessoas, foi entregue ao “mercado”, patrocinado pelos bancos com crédito abundante obtido no exterior, trolhas convertidos em construtores civis, intermediários imobiliários parasitários e autarcas corruptos

3 – As burocracias autárquicas, para além da corrupção, engordaram com encargos brutais de “urbanização” com ruas mal amanhadas rapidamente cheias de buracos e até foi criado um “imposto especial” para quem construiu numa zona eventualmente beneficiada com a construção da ponte Vasco da Gama. E quem tiver de lidar com serviços camarários de urbanização encontrará obscuridade, discricionariedade, dificuldades, taxas e emolumentos

4 - Em áreas onde se não chegou a construir, as câmaras construíram ruas, passeios e instalaram candeeiros públicos que iluminam o vazio mas, naturalmente valorizariam o valor de venda para empresários que tivessem financiado os corruptos e os seus partidos

5 – Passado o tempo da volúpia do imobiliário sobrou dívida externa, bancos com malparado e famílias endividadas, centenas de milhar de casas vazias, centros urbanos arruinados, localidades com casas fechadas em degradação e muitos milhares de pessoas sem casa; neste cenário, acrescentem que a receita de IMI cresceu 42% desde 2011.

6 – Um casal de jovens, precários (naturalmente) e com salários em torno do mínimo pagarão de aluguer, em Lisboa por um qualquer T1 mobilado, em zona periférica, para cima de 500 €, a que se deve juntar, água, eletricidade e gaz. Isto é, um deles trabalha para pagar as despesas da casa. E se for uma pessoa só... continuará em cas dos pais. Por comparação, em Gotemburgo, na Suécia um apartamento maior e mobilado aluga-se por … € 400.

7 – Não há, pois legitimidade na cobrança de IMI com a actual base de incidência. Não tendo havido qualquer investimento público numa política de habitação, não há direito a tributação. Todas as casas até um dado valor, habitadas pelo seu proprietário não devem pagar IMI; só deverão pagar os prédios comerciais, industriais, de serviços, destinados ao aluguer bem como segundas habitações. A base das receitas camarárias deve ser o rendimento coletado em IRS a repartir com o Estado central