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LIBERDADE E BEM ESTAR

LIBERDADE E BEM ESTAR

Lisnave: de operários revolucionários a dóceis trabalhadores

11.04.16, uon

Inseridos numa zona com uma longa tradição na oposição ao Estado Novo, os trabalhadores da Lisnave viram no 25 de Abril de 1974 a oportunidade para levar a cabo as suas reivindicações económicas e políticas. A ação mais famosa terá sido quando, em 12 de setembro desse ano, os operários marcharam sobre Lisboa com os seus fatos de trabalho e capacetes exigindo, no Ministério de Trabalho, “o saneamento dos fascistas

” DN

 
 
Vendida simbolicamente por um dólar em 2000, a Lisnave líder europeia de reparação naval registou um lucro de 13,6 milhões de euros e vai distribuir 1,5 milhões aos trabalhadores
A Lisnave foi o espelho da luta de classes depois do 25 de Abril.
Os operários fartos de 48 anos de fascismo e exploração por parte do patrões quiseram ser parte da transformação social seguida.
A sua luta conseguiu algumas melhorias nos salários dos trabalhadores.
A Lisnave chegou a ter 10000 trabalhadores em actividade.
As lutas dentro da empresa eram grandes devido ao número de trabalhadores e o patrão e o capital tinham medo.
Dentro da empresa havia várias correntes políticas manobradas pelos partidos.
A maior era do PCP/CGTP seguida PS/Direita/UGT e uma facção mais minoritária liga à UDP/PCP(R).
Os operários da Lisnave perderam por que o seu sustentáculo que era a tropa revolucionária também perdeu no 25 Novembro de 1975.
A lutas passaram a ser mais entre facções politicas eleitorais.
Os governos da altura também não ajudavam nada a luta dos operários com centenas ou milhares despedimentos que quebrou a luta.
A Lisnave esteve ocupada por forças de GNR por causa das lutas operárias.
O grande problema é que os operários foram manobrados pelos partidos e não seguiram um caminho independente com uma autogestão do estaleiro e isso foi fatal.
Partidos sindicatos patrões e governo acordaram um pacto social dentro da empresa que ainda hoje vigora, mas a exploração os baixos salários continuam isso não deixou de existir.
O facto de distribuírem um trocos pelos trabalhadores é mais para tapar o sol com a peneira, mas o mal está lá.