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LIBERDADE E BEM ESTAR

LIBERDADE E BEM ESTAR

O AFUNDAMENTO DA BANCA SÓ É SURPRESA PARA DISTRAÍDOS

21.12.15, uon

Neste texto escrito em janeiro de 2009, no rescaldo das burlas bancárias BPN e BPP os indicadores bancários mostravam a insustentabilidade do sistema bancário português. Os dados estavam publicados mas, para a governação e arredores tudo corria sem problemas de maior. Aqui:

O sistema bancário português - bancos com pernas de barro

http://www.slideshare.net/durgarrai/o-sistema-bancrio-portugus-bancos-com-pernas-de-barro

Nessa altura os tolinhos nas bandas da chamada esquerda gritavam por nacionalização, num copy/paste de 1975 ou da revolução russa de 1917. Sócrates nacionalizou o BPN e mostrou-se - mais uma vez - que nacionalizar é, em regra, colocar capitais públicos ao serviço do capital privado global. Aqui:

Nacionalização da banca piada ou mistificação


http://www.slideshare.net/durgarrai/nacionalizao-da-banca-piada-ou-mistificao

Entretanto veio o resgate encomendado pela banca à troika com o apoio público à banca, financiado pela troika e de que se aproveitaram BPI, BCP, Banif. O BES recusou e veio a estoirar, o Banif aceitou e rebentou, no Montepio a coisa estará preta mas, nem pio e, pouco se fala da CGD, a grande bomba-relógio tic-tac, tic-tac...

Já ninguém se atreve a falar abertamente de nacionalização mas ela ocorreu, de facto no Banif ; e em 2013 a Caixa Económica / Montepio Geral recebia 62.5 milhões de subvenção pública;

No Novo Banco entraram 3500 M (não se sabe quantos voltarão mas pelo volume das ofertas de compra... o reembolso promete ficar muito aquém). Logo em agosto de 2014 houve quem se mostrasse contrário a este compromisso de dinheiro público. Aqui:

O BES bom, o BES mau e a má gestão dos dinheiros públicos


http://grazia-tanta.blogspot.pt/2014/08/o-bes-bom-o-bes-mau-e-ma-gestao-dos.html

Resta a CGD que tinha em junho uma falta de liquidez de uns € 300 milhões. Pergunta-se porque é que Passos ordenou o empréstimo de 3500 M da CGD à Parvaloren, a gestora dos salvados BPN sabendo que isso nunca será recuperado e devolvido à CGD; como e quando irá a CGD registar o prejuizo
(segundo o Trib de Contas há cerca de ano e meio só haviam sido reembolsados uns 500 M)

Ficam a perceber porque é possível haver um segundo resgate? Para além de uma economia estagnada e dos deficits público e das contas externas, há que assumir o descalabro da banca, que em breve ficará integralmente apenas com instituições estrangeiras para manipularem os nossos cobres

Pensem e organizem-se !

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GRAZIA  TANTA

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